quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vila Palmares II: 16 anos de história

Fotos: Waldyr Silva

Rua principal da vila


Alguns dos fundadores da localidade


Praça de Palmares II

Fundada em 26 de junho de 1994, portanto, há 16 anos, a Vila Palmares II conta hoje com uma média de seis mil habitantes e 2,5 mil eleitores. Localizado a 22 quilômetros asfaltados do centro de Parauapebas, o lugarejo possui forte influência de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que enfrentam prefeitura e até a poderosa Vale em busca de benefícios para a comunidade.

Das cerca de seis mil pessoas que moram na vila, 517 famílias são assentadas em lotes de 5 alqueires (25 hectares) nos projetos de assentamentos (PAs) Brasil Novo, Rio Branco, Liberdade, Jardim, Novo Brasil, Barra do Cedro e outros, localizados na zona rural da vila.

O atual presidente da Associação de Produção e Comercialização do Projeto de Assentamento Palmares II (Aprocpar), Gleide Nunes Morais, explica que os agricultores produzem arroz, milho, mandioca, banana, mamão, coco e outras lavouras próprias da região, além do cultivo de hortas.

Os agricultores criam também gado leiteiro e de corte, porcos, galinha, patos, peixes e outros animais. A maioria da produção agrícola é transportada em caminhões cedidos pela prefeitura e comercializada na Feira do Produtor, no centro da cidade, enquanto uma parte menor é vendida na própria vila.

A Vila Palmares II conta com linha regular de vans para o transporte de passageiros, com passagem ao preço de R$ 4,00, operada por um consórcio de cooperativas formado pelas vilas Palmares II e I, com vans saindo e chegando de 30 em 30 minutos de um terminal construído pela prefeitura.

A comunidade conta com escola de 21 salas de aula que oferece ensino infantil, fundamental e médio, com 1.500 alunos matriculados até esta terça-feira (11); posto de saúde como médico diariamente (manhã e à tarde), enfermeira e outros profissionais de saúde, além de farmácia popular; água tratada nas residências, campo de futebol, praça pública, supermercados, farmácias, lojas e bares.

HISTÓRIA
De acordo com o agricultor Raimundo Abreu Martins, um dos primeiros diretores da Aprocpar, fundada em 22 de março de 1996, a história de criação das vilas Palmares Sul (antiga Palmares I) e Palmares II surgiu no início do ano de 1994, após a ocupação de uma área da antiga fazenda Rio Branco, localizada a 10 quilômetros do centro de Parauapebas, por um grupo de colonos pertencente ao MST. O primeiro acampamento foi denominado PA da Barata.

Com a ocupação da fazenda, os sem-terra pressionaram o Incra para desapropriar a propriedade rural, enquanto construíam barracos de madeira e cobertos de palha nas hoje vilas Palmares Sul e Palmares II, a primeira, localizada a 10 quilômetros de Parauapebas e a segunda distante 22 quilômetros do centro da cidade.

Há poucos anos, as lideranças do MST nas duas vilas se desentenderam e o movimento deixou de opinar na administração da Palmares Sul, dando apoio apenas à outra vila.

PRESSÃO
Os moradores da Vila Palmares II se notabilizaram a partir de 2005, depois que enfrentaram a Vale a construir estruturas às margens da Estrada de Ferro Carajás, sob a alegação de que trens de carga e de passageiros vinham dizimando vidas humanas e de animais.

Nessa pressão, a Vale atendeu muitos pedidos dos agricultores, como construção de viaduto e túneis na ferrovia, cerca de arame, estradas e outras benfeitorias. Para isso, a comunidade chegou a interditar por duas ou três vezes a estrada de ferro e a montar barreira na entrada da vila para impedir passagem de veículos da mineradora.

Hoje, de acordo com Raimundo Abreu, a relação entre os agricultores e a Vale é de parceria, uma vez que a mineradora estaria celebrando convênio com os colonos relativos a projetos de criação de pequenos animais, além da construção de uma ponte sobre o igarapé Rio Novo e a construção de sete quilômetros de estrada numa margem da ferrovia, que corta a área rural da vila. (Waldyr Silva, Correio do Tocantins)

7 comentários:

Anônimo disse...

O QUE FALTA PARA ESSE POVO COMEÇAR A PRODUZIR? ATÉ QUANDO OS GRANDES MERCADOS DE PARAUAPEBAS VÃO IMPORTAR FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS DE OUTROS ESTADOS, AQUI TEM TANTA TERRA, TANTA GENTE BOA PARA O TRABALHO... O QUE FALTA ? ATÉ QUANDO ???

Marcel Nogueira disse...

Amigo, por absoluta falta do que colocar na página 07 de meu jornal, lançei mão dessa resportatem, muita bacana, por sinal (coloquei os créditos do jornal em que foi veículado e a você, o autor), entretanto, a pressa é inimiga da perfeição e pisei na bola ao não substituir o título antigo pelo da matéira em questão. Peço desculpas por isso.
Abraço

Marcel Nogueira

Anônimo disse...

meu trabalhou na fazenda rio branco dizem que eu nasci onde hoje é a palmares tenho 30 anos hoje, e só fui conhecer esse lugar em 2007 estranhei pois cresci no parana e hoje moro em minas,mais adorei a cachoeira

Anônimo disse...

Gostaria de saber. Se palmares e a mesma vila da construtora Andrade Gutierrez.na época da construção da ferrovia.meu pai era topógrafo na época.moramos na vila. Eu tinha uns 8 anos de idade.Tenho saudades desse tempo.

Unknown disse...

Amigo morrei Air 2 anos com u deda Rezende amuito tempo temto entrar em contato com ele é seus filhos se voçe puder consegui o contato deles pramim voçe não sabe o quanto li agradeso elis mi chamam madurim sou como filho pra eles ese é meu watsap 64 81252328 mi ajude falar com eles meu tio morra Air no fundo da associação chama-se jacó cunhado do seu deda obrigado.

José Carlos Sousa Oliveira disse...

Queria que voçe mi ajudase encontrar u numero de alguém da família du deda Rezende Air na palmares2 sou como filho pra eles morei Air 2 anos meu tio morra Air no fumdo da asociaçao da avenida u nome dele é Jacó mi ajuda falar com eles ese e meu watsap 64 81252328 96124466.obrigado amigo.

José Carlos Sousa Oliveira disse...

Eles mi conhecem por madurim.