segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Nova ferrovia paraense deve contratar seis mil trabalhadores

O início de uma megaobra ferroviária deve contratar no Estado do Pará, em fevereiro do ano que vem, 18 engenheiros (de minas, civis, mecânicos, eletricistas, de meio ambiente e de segurança do trabalho), 33 encarregados (de terraplenagem, de obras de arte e de escritório), 18 chefes de seção (equipe técnica, de topografia e de laboratório) e 984 outros profissionais (topógrafos, laboratoristas, operadores, motoristas e auxiliares administrativos). Ao todo, devem ser contratados perto de seis mil trabalhadores na obra.
São 1.053 vagas de trabalho (apenas as quantificadas) que serão preenchidas para a construção da Ferrovia Paraense, cujas obras vão demandar, ao todo, um batalhão de 5.979 homens durante uma década para concluir 1.319 quilômetros de linha férrea que vão cortar 23 municípios do estado para a implementação do maior e mais ousado projeto logístico da Amazônia neste século.
As informações foram levantadas com exclusividade pela Associação Paraense de Engenheiros de Minas (Assopem), que se deu ao trabalho de ler as mais de 3 mil páginas do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da obra, que vai mudar a cara do Pará e sua apresentação no Brasil e no mundo.
Encomendado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), o EIA é um documento muito bem produzido e elaborado pela consultoria Terra, com equipe genuinamente paraense e que, tecnicamente, coloca no chinelo estudos similares de empresas multinacionais instaladas no Pará, que sugam as riquezas daqui, mas não valorizam = não como deveriam - a mão de obra local.
Dividida em duas fases, a primeira etapa da ferrovia é prevista para começar ainda este ano. Contudo, o Governo do Estado precisa realizar as audiências públicas necessárias ao fechamento da Licença Prévia para, então, conseguir a Licença de Instalação, o que deve ocorrer no início do ano que vem.
Em todas as etapas, o município de Marabá, principal centro comercial do interior paraense, é pilar para a Ferrovia Paraense, já que em seus domínios será erguido um canteiro de obras (Ramal Plataforma Marabá) que recrutará diretamente 1.700 trabalhadores.
Fases do projeto
A primeira fase do projeto, que teve seu investimento desdobrado em dois, começa em Marabá (núcleo Morada Nova) e vai até Barcarena (Vila do Conde), num percurso linha tronco de 585 quilômetros, com ramais em Rondon do Pará e Paragominas, entre outros, visando ao atendimento de importantes projetos mineradores instalados nesses municípios. As obras da primeira fase devem ser concluídas em 2024.
Já a segunda fase parte de Marabá até Santana do Araguaia, com linha tronco de 560 quilômetros. Se tudo sair conforme sugere o cronograma da obra, em 2027 o projeto será concluído.
Na operação que já começa desde a primeira fase haverá outras oportunidades para 56 engenheiros (civis, mecânicos, eletricistas, de meio ambiente, ferroviários e de segurança do trabalho), 150 guarda-freios e manobristas, 220 maquinistas, seis motoristas, 176 técnicos (em operações ferroviárias, em vias permanentes, em mecânica, em eletroeletrônica, administrativos), totalizando 608 profissionais, 349 dos quais serão contratados tão logo o primeiro trecho da ferrovia seja liberado para circulação.
Cabe ressaltar que, após a implantação, de acordo com o estudo, serão criados no total 2.247 empregos diretos, 2.180 postos indiretos e 9.207 oportunidades pelo efeito renda = como o de vendedor de loja, que é contratado porque o estabelecimento inaugurou, e inaugurou porque aumentou o consumo de roupas em determinado lugar, haja vista ter crescido a renda local. O município de Marabá, por ser o entroncamento entre as fases 1 e 2 da implantação, deve ficar com metade dos postos totais de emprego.
Marabá nos trilhos
Linha de trem não é novidade para o município de Marabá, que se vê cortado pelo traçado da Estrada de Ferro Carajás (EFC), que a Ferrovia Paraense nada tem a ver. Dos 1.319 quilômetros da ferrovia que está no nascedouro, pelo menos 82 quilômetros vão cortar Marabá, que é o mais populoso e mais rico dos municípios por onde a linha do trem vai passar.
Com 272,5 mil habitantes em 2017, Marabá é o 5º principal produtor de minérios do país e considerado a “Capital Nacional do Cobre”, com operações minerais totais que, de janeiro a julho deste ano, ultrapassam R$ 2,51 bilhões. O município é o 30º maior exportador de commodities do Brasil e o mais cotado para ser capital em cenário de eventual desmembramento da região conhecida como Carajás, que abrange parte dos municípios da mesorregião do sudeste do estado.
Com economia dinâmica e que consegue ser independente da mineração, mesmo em meio à crise nacional e aos desinvestimentos do setor privado, Marabá está na mira de grandes investidores. É o principal polo universitário e o maior entroncamento rodoviário do interior paraense. E se assiste no meio do fogo cruzado de projetos que, num pacote aberto, movimentariam 30 bilhões de dólares, como o derrocamento de pedras no Rio Tocantins para atender ao capital produtivo nacional, uma siderúrgica com capital estrangeiro, uma hidrelétrica do governo federal e a ferrovia do governo estadual.
Audiências públicas
As audiências públicas, ou reuniões técnicas, começaram em Brasília (DF) no último dia 7. Nesta terça-feira (15), vai ocorrer no município paraense de Santana do Araguaia; na quarta (16), em Redenção; e na próxima quinta-feira (17), em Marabá. Depois, nos municípios de Paragominas, Barcarena e Belém. É um momento importante para que sejam aprimorados os detalhes técnicos para a licitação da obra.
Solução logística
De acordo com o Governo do Estado, o transporte ferroviário é solução logística eficiente ao escoamento de produtos provenientes das regiões sul, sudeste, nordeste e norte do Pará, e possibilita maior competitividade, segurança e flexibilidade no transporte de produtos siderúrgicos, agrícolas e minerais. Além disso, pode contribuir na diminuição do tráfego nas estradas estaduais, proporcionando aumento da segurança para o usuário comum e redução no custo de manutenção de vias danificadas pelo tráfego de carretas.
O governo acredita que, durante a operação da ferrovia, a dinamização da economia expandirá oportunidades de investimentos, por meio de inovações e ampliação de mercados. Ao se concretizar os demais investimentos em infraestrutura na região, o ciclo de crescimento poderá ser potencializado, repercutindo por toda a economia. Entretanto, haverá necessidade de melhoria da gestão e do desempenho das empresas da região que terão seus produtos e serviços consumidos pelo empreendimento. O resultado desse processo pode levar à geração de oportunidades e novos negócios aumentando a intensidade dessas mudanças positivas. (Fontes: Associação Paraense de Engenheiros de Minas / Portal Pebinha de Açúcar)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Astrônomos encontram primeira lua fora do sistema solar

As imagens foram registradas pelo telescópio Kepler. A “exolua” poderia orbitar um grande planeta, como júpiter, e teria um tamanho e uma massa iguais aos de netuno, de acordo com os cientistas.
Os astrônomos pretendem usar o telescópio Hubble em outubro para confirmar a descoberta. Um artigo, que faz parte do projeto Hunt for Exomooons with Kepler (Caça a Exoluas com Kepler), foi publicado no site de publicações científicas Arxiv, na semana passada.
Segundo os cientistas envolvidos no estudo, o candidato a “exolua” provavelmente não se formou ali, orbitando o planeta Kepler-1625 b. A hipótese mais provável, para eles, é que o satélite tenha sido capturado pela gravidade do astro.
Os astrônomos já descobriram mais de 3 mil exoplanetas – que orbitam estrelas diferentes do sol. A caça às exoluas prosseguiu em paralelo às desses planetas. (Fonte: O Debate)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

TRE encerra cadastramento biométrico de eleitores em três municípios do sul do Pará

O cadastramento biométrico na região sul do Pará encerra suas atividades com mais de 60 mil eleitores que irão votar utilizando a identificação biométrica. Durante três meses, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) realizou o cadastramento nos municípios de Conceição do Araguaia, Santa Maria das Barreiras e Floresta do Araguaia.
Pelo fato das três localidades possuírem muitos eleitores residindo em áreas rurais e de difícil acesso, as equipes técnicas do TRE utilizaram o atendimento itinerante. O cadastro era feito em regime obrigatório.
Todos os eleitores que não compareceram ao cartório estão com os títulos cancelados e correm o risco de ter benefícios sociais suspensos. Para regularizarem sua situação, os moradores devem comparecer no Cartório Eleitoral, localizado no município de Conceição do Araguaia.
Nas eleições do próximo ano, 27 municípios do Pará vão votar através do novo sistema: Ananindeua, Marituba, Capanema, Peixe Boi, Bonito, Santarém, Mojuí dos Campos, Belterra, Paragominas, Barcarena, Capitão Poço, Castanhal, Curuçá, Terra Alta, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Afuá, Ponta de Pedras, Bragança, Traquateua, Primavera, Quatipuru, São João de Pirabas, Belém, Floresta do Araguaia, Santa Maria das Barreiras e Conceição do Araguaia. (Fonte: Portal ORM)

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Tipo sanguíneo é incluído em carteiras de identidade no Pará

A Diretoria de Identificação da Polícia Civil começou a emitir, desde esta terça-feira (1º), carteiras de identidade com a informação sobre o tipo sanguíneo das pessoas impressa no documento. 
As pessoas que forem obter uma nova carteira de identidade em qualquer posto de identificação do Pará podem solicitar a inclusão do chamado Fator RH (tipo de sangue) no documento. O dado será impresso no lado esquerdo inferior da face de texto - onde constam os nomes dos pais, a naturalidade, o número do registro geral, entre outros dados pessoais - da carteira de identidade.
A informação visa, principalmente, agilizar o pronto-atendimento de pessoas em situação de urgência nas unidades de saúde. "A inclusão da informação do tipo sanguíneo no documento não é obrigatória; é uma opção da pessoa", explica o diretor de identificação da Polícia Civil, o papiloscopista Antônio Ricardo Moura Paula. Para esse registro será necessário apresentar algum documento emitido por órgão público que ateste o tipo do sangue da pessoa.
Entre os documentos que são aceitos estão os emitidos pela Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), os atestados de exames laboratoriais fornecidos por serviços médicos oficiais da rede de saúde pública e os atestados emitidos pelo Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (Sinasan), que faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS).
Da mesma forma, a informação sobre o tipo de sangue será inserida no chamado prontuário civil das pessoas, que é o documento usado para controle da Diretoria de Identificação e que fica nos arquivos de Identificação Civil do Pará. Dentro do documento já existe um espaço para inclusão do Fator RH do cidadão.
A informação também ficará registrada no Sistema de Identificação Civil, que armazena os dados pessoais que são inseridos no documento de identidade. De forma que, quando uma nova carteira de identidade for emitida, não será preciso o cidadão comprovar novamente o tipo sanguíneo.
Quem possui a carteira de identidade sem o registro do tipo sanguíneo não precisa procurar novamente o posto de identificação para trocar o documento. A inclusão do Fator RH na carteira de identidade somente será feita quando um novo documento for emitido. (Agência Pará)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Aumento de tributos pode provocar queda na venda de veículos no Pará

A alta no PIS/Cofins dos combustíveis, em vigor após decreto do presidente Michel Temer, deve dificultar ainda mais o crescimento do setor, já combalido pela crise econômica do país. É o que diz a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Em comunicado, a entidade criticou duramente a decisão do governo federal e disse que a alta nos tributos penaliza a população. “O atual governo lançou mão de mais um açoite tributário ao povo brasileiro, penalizando empresários, consumidores e trabalhadores, que terão, mais uma vez, que arcar com o ônus de investir e tentar sobreviver no Brasil”, diz trecho da nota.
O Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Pará e Amapá (Sincodiv PA/AP) manifesta apoio ao posicionamento da Fenabrave e expressa preocupação com a decisão do governo federal. Leonardo Pontes, presidente do Sincodiv, declarou que o decreto pode levar a uma retração nas vendas de automóveis no estado, que registrou alta nos meses de maio e junho. “Ao invés de cortar gastos e tentar diminuir os custos da administração pública, o presidente aumenta impostos e pode, com isso, prejudicar ainda mais o setor”, lamenta o sindicalista.
Leonardo Pontes lembra que o balanço mais recente de vendas de automóveis mostra o estado com crescimento de vendas, portanto, na contramão do cenário nacional. O aumento dos impostos pode impactar fortemente os dados do setor.
“No mês de junho, as vendas de veículos novos no Pará cresceram 7,25% em relação a maio. Esse resultado é muito bom, se comparamos com outros estados, mas com essa decisão do presidente de aumentar os impostos sobre combustíveis pode levar esse cenário a mudar”. (Rosana Maciel)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Imagem peregrina de N. Senhora Aparecida chega a Parauapebas na próxima quinta-feira

Às 21 horas da próxima quinta-feira (20), na Igreja São Sebastião, a comunidade católica de Parauapebas acolhe a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. A imagem foi trazida em abril pelo bispo Vital diretamente da Basílica de Aparecida, e desde então tem peregrinado pela diocese de Marabá como parte das comemorações do Jubileu dos 300 anos do encontro da imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, em São Paulo.
Nossa Senhora Aparecida vem até nós por meio de sua imagem peregrina como mulher de serviço. Sua simples presença nos leva a perceber a importância da vontade de Deus. Percorrendo cidades e periferias, lembra aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus.
A comunidade que recebe a visita da Padroeira do Brasil vive um tempo especial da graça de Deus, tendo oportunidade de aproximar-se de Jesus e entrar na dinâmica da salvação, pois Maria continua dizendo a cada um de nós que façamos tudo o que “meu filho vos disser”. Que sejamos capazes de por em prática, na vida do cotidiano, aquilo que Jesus tem a nos dizer.
Programação
Dia 20: Acolhida da imagem, às 21 horas, na Igreja São Sebastião, Praça Mahatma Ghandi.
Dia 21: Às 7 horas, ofício de Nossa Senhora, na Igreja São Sebastião; às 19h30, missa na Igreha N. Sra Aparecida (Palmares Sul).
Dia 22: Missa às 19h30, na Comunidade N. Sra Aparecida (Rua 16, Bairro União).
Dia 23: Missa do Adeus às 10h30, na Igreja São Sebastião.
Peregrinação
No ano de 1931 foi realizada a 1ª visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida à cidade do Rio de Janeiro, na época capital federal do Brasil. Essa visita aconteceu por ocasião de sua proclamação como “Rainha e Padroeira do Brasil” e mais de 1 milhão de pessoas se reuniram para receber a ilustre visita. Desde então, tem ocorrido inúmeras peregrinações pelo Brasil e no exterior. As peregrinações deste ano são em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem na pesca milagrosa no Rio Paraíba do Sul.
2017: ANO MARIANO
É tempo de celebrar, recordar e agradecer pelo encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, durante a pesca milagrosa realizada nas águas do Rio Paraíba do Sul, em São Paulo. Para tanto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o Ano Nacional Mariano, a ser celebrado, em todo o país, entre os dias 12 de outubro de 2016 e 11 de outubro de 2017, véspera do dia em que o Brasil comemora os 300 anos do encontro da imagem.
Em mensagem de lançamento, divulgada em agosto do ano passado, a presidência da CNBB, tendo à frente dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF), ressaltou que “todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano”. A CNBB, através do documento, relembra que a companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajudam a progredir como discípulos e missionários de Jesus Cristo.
A visão missionária de todos nós, neste Ano Nacional Mariano, é espelho do trabalho de evangelização realizado pelos três pescadores que encontraram a imagem, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso. Responsáveis pela pesca que iria alimentar a comitiva do governante das capitanias de São Paulo e Minas Gerais, que passava pelo Vale do Paraíba, os três, conscientes de que outubro não era época propícia para pescas, rezaram pela proteção e bênção da Virgem Maria e de Deus. Após os primeiros insucessos, os homens pescaram, primeiro, o corpo da imagem e, depois, a cabeça, enchendo, nas seguidas vezes, o barco de peixes.
Os pescadores entenderam que a pesca milagrosa era o sinal divino para que se tornassem missionários, compartilhando com outras pessoas a graça alcançada. Como bem lembra a mensagem divulgada pela CNBB, esta é uma lição sobre a missão da igreja no mundo. Afinal, conforme palavras do Papa Francisco, “o resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor”. O santo padre, aliás, já havia dito, durante a visita apostólica, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro, que “em Aparecida Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”.
A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Nas palavras da mensagem, “todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus”.
Para o católico obter a indulgência plenária do Ano Mariano comemorativo dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, é preciso:
1) Visitar a Basílica Nacional de Aparecida ou peregrinar a uma igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida
2) Confessar-se
3) Comungar
4) Fazer um momento de orações a Deus por intercessão de Nossa Senhora, nas intenções do santo padre, o papa (ao menos 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória)
5) Concluir rezando o Pai Nosso, o Credo e a Ave Maria: pedindo pela fidelidade do Brasil à vocação cristã, pedindo vocações sacerdotais e religiosas, em favor da defesa da família humana.
Os fiéis impedidos por grave doença ou idade avançada podem lucrar indulgência plenária, desde que cumpram as condições gerais e rezem com total desapego ao pecado, como se estivessem em peregrinação, diante de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, ofertando suas dores e preces a Deus por Maria.
Indulgência
Indulgência lembra anistia ou apagamento das culpas devidas a um mal cometido. Desse modo, chamamos de indulgência a remissão (ou o apagamento) da pena temporal devida a um pecado já perdoado. Isso quer dizer que todo pecado é um “não” dito a Deus e tem consequências infinitas, porque quebra a ordem por Ele estabelecida para o universo. Um exemplo: alguém rouba uma pulseira de ouro. Arrepende-se e se confessa. É absolvido do seu pecado. No entanto, terá de devolver o objeto roubado, a fim de restaurar a ordem violada.
Esse exemplo material quer nos mostrar o seguinte: todo pecado cometido e perdoado deixa em nós uma desordem interior apta a nos alimentar para nova prática do mal. Ficamos, portanto, devendo uma reparação a Deus, dado que sem repará-la não é possível ver a Deus face a face. Essa reparação é feita por meio de penitências que fazemos.

sábado, 17 de junho de 2017

Governo federal e prefeitura entregam Residencial Alto Bonito

Fotos: Bruno Cecim e Piedade Ferreira
Ter uma moradia digna sempre foi o sonho da dona de casa Maria Helena, 47 anos, moradora do morro Céu Azul. Ela não esconde a felicidade ao contar onde será sua nova moradia. “Sou muito grata a Deus por ter conseguido essa oportunidade de morar aqui no Alto Bonito. Estou muito feliz porque antes morava numa casa de tábua e sem condições. Com certeza a vida da minha família vai melhorar”, declarou a dona de casa na solenidade de entrega da primeira fase do Residencial Alto Bonito.
As 1.008 unidades habitacionais foram entregues na manhã desta sexta-feira (16) em uma grande festa com orações, shows e apresentações culturais promovidas pela Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), com a participação do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho; do prefeito Darci Lermen; deputados federais e estaduais e vereadores.
Um momento de alegria e gratidão. Foi assim que a aposentada Maria de Nazaré Gomes definiu o evento. “É hora de agradecer, pois lutamos muito pra chegar até aqui. Um sonho realizado para quem passou anos morando em um lugar feio, só lama, que vivia alagando, sem água e energia”, contou.
O dia também foi de felicidade para quem morava em uma invasão no Bairro dos Minérios. “Não tinha onde morar e hoje vou ter um apartamento com dois quartos, cozinha e sala, tudo lindo. É uma conquista para os meus filhos que terão um local melhor para dormir. Estou emocionada”, declarou a diarista Geidiane Sousa, que ganhou o apartamento 45 do bloco 11.
Vivendo em condições precárias há muito tempo, Jardeane Oliveira informou que a vida no Morro do Chapéu, como era conhecido, sempre foi muito difícil, e o seu maior medo era em época de chuva, pois havia risco de desabamentos. “Foi um período muito difícil. Agora muitas coisas vão mudar, pois vou ter minha casa própria, um endereço fixo, um lar seguro para os meus filhos”, comemorou a dona de casa.
O Residencial Alto Bonito é um projeto de Urbanização de Assentamento Precário, financiado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, em parceria com o governo municipal.
Ao todo, serão 2,4 mil unidades habitacionais a serem entregues em duas fases para atender famílias de baixa renda. Localizado no km 3 da Rodovia PA 160, o empreendimento é dotado de infraestrutura, equipamentos públicos como escola, unidade de saúde, quadra de esporte, trapiche e pista de caminhada, sendo o único projeto habitacional verticalizado do sul e sudeste do Pará.
“É uma alegria muito grande fazer parte da vida dessas famílias. Esse foi um projeto que iniciamos em 2008, a gestão passada prosseguiu e hoje estamos entregando, proporcionando moradia digna, resgatando sonhos, garantindo um lar para essas famílias. Estamos trabalhando para entregar a segunda etapa até o final do ano”, garantiu o prefeito Darci Lermen, para informar que também vem buscando recursos junto ao governo federal para construir quatro mil unidades habitacionais.
O ministro Helder Barbalho considera a obra como transformadora de vida. “Aqui percebemos a transformação de vida dessas famílias, que agora terão serviços essenciais com o programa Minha Casa Minha Vida. Estamos escrevendo o início de um novo capítulo”, ressaltou, revelando que o investimento ultrapassou R$ 270 milhões.
“Essa é uma retribuição que governo federal faz para o povo de Parauapebas. Não está fazendo mais que sua obrigação ao devolver para o município o que Parauapebas faz para o Brasil quando permite um dos maiores projetos minerais do planeta e muitas vezes não retribui para cidade emprego, riqueza e desenvolvimento”, concluiu o ministro. (Liliane Diniz /Ascom PMP)