domingo, 12 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
Jubileu de Prata de Parauapebas: uma cidade de empreendedores
O grande fluxo de pessoas e a intensa
movimentação econômica da cidade sempre atraíram a atenção de muita gente, como,
por exemplo, a família do empresário Evaldo Benevides, que chegou em 1984 e montou
uma pequena loja de confecções. Hoje o grupo conta com seis empresas na cidade,
incluindo uma franquia que funciona no shopping da cidade.
“Logo de início, sentimos que ia dá
certo, pois as mercadorias saíam muito rápido. Durante todo esse tempo, somente
em um ano nosso faturamento foi menor que no ano anterior, na época em que a
Vale foi privatizada”, informou o empresário. Esse exemplo retrata a conquista
de vários outros empreendedores que apostaram na cidade, que investiram e que
já obtiveram retorno.
Esse lado empreendedor de Parauapebas se
fortalece a cada dia. É o que afirma o gerente do Sebrae, Raimundo Nonato de
Oliveira. “Vejo aqui um microclima de forte empreendedorismo e a sua dinâmica é
envolvente”, cita Raimundo, referindo-se aos alunos da Universidade Federal
Rural da Amazônia (Ufra), polo de Parauapebas, vencedores do Desafio Sebrae
internacional, em março deste ano.
Os números comprovam essa tendência. Até
24 de abril deste ano, 2.399 pessoas atuavam como Microempreendedores
Individuais (MEI), o que representa 3% desse tipo de registro empresarial em
todo o Pará, e a procura aumenta a cada dia, de acordo com o gerente do Sebrae.
O empreendedorismo é despertado pelas
oportunidades que a cidade apresenta. A revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, por exemplo, aponta
Parauapebas como uma das melhores cidades brasileiras entre 100 e 200 mil
habitantes para se abrir um negócio. Já a Revista Exame diz que o mercado é ávido por serviços nas
áreas de educação, saúde e lazer.
Banco
do Povo
De acordo com o diagnóstico sócio econômico
produzido pela Fadesp, a pedido da prefeitura no ano de 2011, há um alto índice
de formalização das empresas de pequeno porte na cidade.
Para aumentar ainda mais esse índice e
fomentar o empreendedorismo, a prefeitura disponibiliza crédito para pessoas
físicas ou jurídicas que se interessam em montar um negócio ou que já possuem,
por meio do Banco do Povo. Até 2012, o banco disponibilizou, em média, 200
créditos por ano, e a meta da gestão atual é ampliar para 500.
Hoje são gerados 737 empregos diretos e
2.850 indiretos. Com a ampliação do atendimento, a previsão é que esses números
dupliquem. Além do crédito, os empreendedores recebem orientação técnica quanto
ao desenvolvimento do negócio e implantação de controles diversos. Toda a
estrutura do órgão, assim como os valores financiados, vem de recursos próprios
da prefeitura.
Acesse as fotos aqui
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Jubileu de Prata de Parauapebas: números na dimensão do município
Parauapebas é a 33ª cidade mais rica do
Brasil, levando em consideração o Produto Interno Bruto (PIB), que, no último
levantamento realizado pelo IBGE, chegou a mais de 15 milhões de reais,
alcançando o segundo maior do Pará e superando o de estados como Roraima, Acre
e Amapá.
Além disso, foi o município que
registrou o maior superávit na balança comercial brasileira no primeiro
trimestre de 2013, com US$ 2,107 bilhões e seu PIB per capita, em 2010, chegou a
R$ 103.404,00, superando o de cidades como São Paulo e Brasília.
A forte migração é uma das principais
características da cidade, cuja taxa de crescimento populacional anual é quatro
vezes maior que a do Brasil. O número de habitantes quase que triplicou em
menos de vinte anos, passando de 53.335 em 1991 para 153.918 em 2010, conforme
o último Censo realizado. Segundo estimativas do IBGE, Parauapebas ultrapassou
o número de 160 mil habitantes em 2012 e poderá chegar à marca de meio milhão
de pessoas até 2026.
Esse crescimento populacional, aliado à
dinâmica econômica da cidade, gera um mercado consumidor com considerável poder
aquisitivo, o que levou Parauapebas a ser apontada como a 4ª cidade do interior
do Brasil com maior potencial de consumo, pela consultoria americana McKinsey e
Geomarketing Escopo.
Dados do Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) demonstram essa força do mercado consumidor na economia do
município, afirmando que em 2011 a cidade contava com uma massa salarial de R$
78,5 milhões. Outro número que reforça esse potencial econômico é o de veículos
da cidade, segundo dados do Denatran. Em abril deste ano, a frota passou de 49
mil veículos, estimulando o mercado de vendas e prestação de serviços desse
segmento.
O mercado imobiliário cresceu
vertiginosamente nos últimos anos. De 2000 a 2010, sugiram 10 novos bairros
planejados e outros mais oriundos de invasões ou ocupações irregulares. Como
exemplo, um dos loteamentos comercializados nesses últimos anos vendeu mais de
22 mil lotes.
Além do mercado imobiliário, o comércio
se apresenta como um dos pilares econômicos do município. A instalação do
primeiro shopping no interior do Pará demonstra que Parauapebas é uma vitrine
nacional, atraindo grandes investidores. Na próxima matéria vamos falar sobre
os empreendedores da cidade, números de empresas abertas e principais segmentos
de atuação.
E na sequência da série, falaremos de
que forma a prefeitura atua como agente do desenvolvimento local, aproveitando
esta janela de oportunidades para potencializar matrizes econômicas e minimizar
a dependência da indústria de extração de ferro.
Acesse as fotos aqui
MPF/PA denuncia pecuarista e cartorária por venda ilegal de lotes
O Ministério Público Federal no Pará
(MPF/PA) denunciou cinco pessoas à Justiça Federal pela venda ilegal de lotes
de reforma agrária do assentamento Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna,
sudeste do Pará. Entre os denunciados está o pecuarista José Rodrigues Moreira,
acusado de ser o mandante do assassinato do casal de extrativistas José Cláudio
Ribeiro e Maria do Espírito Santo, ocorrido em 2011.
José Moreira foi denunciado por invasão
de terras públicas e pelo incêndio criminoso da moradia de um dos agricultores
expulsos do assentamento. Caso condenando, o denunciado pode ser punido com até
oito anos de reclusão e multa.
O MPF/PA denunciou ainda a esposa e a
sogra do pecuarista, também acusadas de invasão e ocupação de terras públicas;
uma cartorária de Marabá, Neuza Maria Santis Seminotti, acusada de ter
praticado estelionato por ter vendido terra pública como se fosse própria; e um
coautor do incêndio criminoso, Genival Oliveira Santos, conhecido como “Gilsão”.
Se condenadas, a esposa e a sogra de
José Moreira poderão cumprir pena de até três anos de detenção. No caso da
cartorária, a pena, se aplicada segundo o pedido do MPF/PA, pode atingir seis
anos e oito meses de reclusão e multa. E Gilsão, se condenado, pode ser punido
com até oito anos de reclusão e multa.
Esquema
criminoso
Segundo as procuradoras da República
Luana Vargas Macedo e Melina Alves Tostes, autoras da denúncia, as
investigações revelaram a existência de um esquema criminoso de compra e venda
ilegal de lotes do assentamento que perdura há anos, e que, alimentado pela
omissão do Incra, tem contribuído diretamente para o agravamento do quadro de
violência no campo que impera na região sudeste do Pará.
O órgão registrou na ação que em 2005 a
cartorária Neuza Santis comprou ilegalmente três lotes no assentamento e
colocou-os em nome de “laranjas”, ilegalidade que foi denunciada pelo MPF à
Justiça em outra ação.
Em 2009 e 2010, dois desses lotes, com
um total de 30 alqueires, foram ilegalmente vendidos por R$ 100 mil ao
pecuarista José Moreira e à família dele. Um dos lotes estava sendo ocupado por
agricultores. Para expulsá-los de lá, José e Gilsão puseram fogo no barraco em
que os agricultores moravam.
Testemunhas também relataram que, além
de incendiar a moradia dos agricultores, os denunciados destruíram a plantação
existente no lote. A denúncia foi encaminhada à Justiça Federal em Marabá no
último dia 26 de abril e aguarda distribuição na subseção judiciária. (Fonte: Ministério Público Federal)
Relatório da Unaids vê avanço no combate ao HIV
Um relatório do Programa Conjunto da ONU
sobre HIV/Aids, Unaids, concluiu que 39 países avançaram com o processo de
educação global para combater o vírus que causa a doença.
Apesar do resultado, o documento alerta
que, em algumas regiões, foi detectado um grau preocupante de estagnação nos
esforços de conscientização das pessoas para prevenir a contaminação com HIV. Segundo
os especialistas, muito ainda precisa ser feito para solucionar o problema.
Geração
O relatório do Unaids 2011-2012,
divulgado agora, é sequência de outro feito em 2004. Um dos objetivos é saber
se está ocorrendo uma progressão, regressão ou estagnação dos trabalhos
educativos.
Os especialistas que prepararam o
documento enfatizaram que uma geração livre da aids está ao alcance de todos.
Para eles, as metas de zero novas infecções, zero discriminação e zero mortes
relacionadas à aids são possíveis e começam pela educação.
Sistema
Eles sugeriram a criação de um sistema
de manejo nos países em desenvolvimento para coordenar e implementar as
políticas de combate à doença.
Outras medidas devem ser o apoio ao
treinamento de professores, escolha de material de ensino apropriado para a
idade escolar e engajar os pais e as comunidades na implementação do programa
de educação.
Política
O estudo mostrou que atualmente quase
todos os países têm uma política educacional em relação ao HIV, como também um
número maior de professores treinados para compartilhar informações sobre a
epidemia.
Mas o Unaids diz que as políticas de
desenvolvimento, em teoria, não se traduzem em implementação, necessariamente,
na prática. Segundo o documento, apesar dos avanços, o alcance da educação
sobre o HIV ainda é muito pequeno.
O relatório afirma que o conhecimento
sobre o vírus continua muito baixo e mais professores precisam ser treinados.
Jovens
Pesquisas feitas em vários países
mostraram que menos da metade dos jovens tem conhecimento correto a respeito do
HIV. Para a agência da ONU, isso é fundamental porque a educação é a base para
o sucesso do programa de conscientização sobre o vírus.
Segundo a coordenadora global para a
Aids da Unesco, Soo-Hyang Choi, a educação é um fator de proteção para a
infecção com HIV, contribui para uma cidadania global e lida com o problema do
estigma e da discriminação.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Município de Parauapebas receberá unidade do Propaz
A luta pela construção da Delegacia da Mulher
em Parauapebas resultou em uma conquista ainda maior: a implantação do Propaz
na cidade, programa do governo estadual que atua oferecendo a crianças,
adolescentes e mulheres que sofrem violência de qualquer natureza serviços
integrados de saúde, orientação psicossocial e jurídico.
Anseio antigo do movimento de mulheres,
a Delegacia da Mulher funcionará dentro das instalações do Propaz. A conquista
é resultado da atuação da Secretaria Municipal da Mulher (Semmu), Conselho dos
Direitos da Mulher e da vereadora Luzinete Batista junto à Secretaria de Segurança
Pública do Estado.
Durante o XXIII Encontro da Mulher, o
prefeito Valmir Mariano se comprometeu em apoiar a causa. Para tanto, a
prefeitura já doou um terreno, localizado atrás da atual delegacia de Polícia
Civil e vai disponibilizar mão de obra para o funcionamento da instituição. A
construção da obra ficará por conta do Governo do Estado e está prevista para ser
inaugurada no ano que vem.
Na última quarta-feira (8), uma equipe
técnica do Propaz fez uma apresentação mais completa do programa aos órgãos
diretamente envolvidos com o público atendido pela instituição. Participaram do
encontro representantes da Semmu, do Conselho da Mulher, da Coordenadoria
Municipal de Juventude, Conselho Tutelar, Gabinete do Prefeito e da Delegacia
da Mulher.
Propaz
Criado em 2004 com o objetivo de
articular, fomentar e alinhar políticas públicas voltadas para a infância,
adolescência e juventude, o programa visa garantir os direitos, o combate e a
prevenção da violência e a disseminação da cultura de paz. As ações acontecem
em parceria com os mais diversos setores da sociedade, governamentais e não
governamentais.
Mais informações sobre o programa, assim
como as ações realizadas, são encontradas no portal da Secretaria de Estado de
Segurança Pública e Defesa Social (Segup) no endereço http://www.segup.pa.gov.br/?q=node/101.
Acesse as fotos aqui
Vagas de emprego no Sine de Parauapebas (09-05)
A Agência do Sistema Nacional de Emprego
(Sine) disponibiliza na sala 8 as seguintes vagas em Parauapebas:
Atendente (F), com experiência
Balanceiro (M), com experiência
Barman, com experiência
Bioquímico (M/F), com experiência
Cobrador (M), com experiência
Costureira, com experiência
Cuminis (M), com experiência
Eletricista de automóvel (M), com
experiência
Encarregado de concreto (M), com
experiência
Engenheiro de alimentos (M/F), com
experiência
Garçom e garçonete, com experiência
Impressor gráfico (M), com experiência
Mangoteiro I (M), com experiência
Montador de móveis (M), com experiência
Montador gráfico (M), com experiência
Motoboy, com experiência
Operador de bomba (M), com experiência
Pedreiro, com experiência
Pintor letreiro (M), com experiência
Recepcionista (M), com experiência
Segurança de prevenção (F), com
experiência
Servente (M), com experiência
Técnico em edificações (M/F), com
experiência
Técnico florestal (M/F), com experiência
Vendedor externo (M), com conhecimento em
mecânica
Interessados devem procurar a Agência do
Sine na Rua 11, entre as ruas D e E, Bairro Cidade Nova, ou telefonar para (94)
3346-2971, Parauapebas (PA).
Jubileu de Prata de Parauapebas: cerâmica arqueológica na história
Achados
arqueológicos registram a presença de humanos há dezenas de anos na região de
Carajás, especificamente nas áreas em que os índios Xikrins habitam as três
aldeias localizadas na Floresta Nacional de Carajás (Flonaca), município de
Parauapebas.
Essa
riqueza cultural e histórica de Parauapebas é registrada e repassada à
comunidade pelo grupo Mulheres de Barros, que produz peças artesanais. No caso
específico da produção em cerâmica, o trabalho do grupo vem se focando na
feitura de réplicas a partir de peças encontradas em sítios arqueológicos
localizados no município de Parauapebas, principalmente na Floresta de
Carajás.
A
partir dos últimos anos da década de 80, com a emancipação
político-administrativa do município, a implantação do Projeto Grande Carajás
(PGC) e, consequentemente, a vinda de pessoas das mais variadas regiões do
país, a cidade de Parauapebas foi se formando com um pluralismo de cultura
trazido pelos migrantes.
Falando
especificamente sobre a produção de peças artesanais, levando-se em
consideração o legado indígena e os achados arqueológicos no município, a
partir da metade dos anos 90 algumas pessoas começaram a produzir, por conta
própria, artefatos com a utilização de argila, semente, casca de pau e minério
de ferro.
A
partir de agosto de 2005, após um evento sobre educação patrimonial na região,
ocorrido na vizinha cidade de Canaã dos Carajás, um grupo de mulheres, sob a
liderança de Sandra dos Santos Silva, começou a se organizar, com o objetivo de
agregar mais pessoas, utilizar matéria-prima da região, buscar mercado para
comercializar as peças artesanais manufaturadas no município e criar uma
entidade que representasse e proporcionasse sustentação ao segmento produtivo.
De
2005 até dezembro de 2012, o grupo de artesãos produziu uma infinidade de peças
dos mais variados tipos, com destaque para a cerâmica, utilizando abundante
matéria-prima coletada no município e região.
“Nossa
região é potencial na existência de matérias-primas, como argila, sementes,
resíduos minerais, sobra de madeira industrializada em serrarias e outros tipos
de material para ser utilizados na produção de artesanato”, observa Sandra Santos.
Com
a união de forças, em dezembro do ano passado, o grupo criou a Cooperativa dos
Artesãos da Região de Carajás, conhecida por Mulheres de Barro, e começou a se
organizar, pesquisando a região naquilo que poderia se enquadrar no trabalho de
produção artesanal, seminários a respeito do assunto e participando de eventos
em outros estados do país.
Com
a oficialização da Cooperativa dos Artesãos da Região de Carajás, a Prefeitura
de Parauapebas, por intermédio da Secretaria de Cultura (Secult), vem apoiando a
entidade, disponibilizando espaço físico para construção de forno, sala para
funcionamento da instituição e recursos financeiros.
Indagada
sobre a existência e localização de unidades arqueológicas encontradas em
Carajás, Sandra Santos revela que, até estes 25 anos de criação do município de
Parauapebas, milhares de peças se encontram guardadas na Casa de Cultura de
Marabá e no Museu Emílio Goeldi, em Belém, “porque nosso município ainda não
conta com espaço seguro para repatriar essas peças arqueológicas”, justifica a
artesã.
Museu de
Parauapebas
Com
o objetivo principal de proteger a memória histórica do município, salvaguardar
objetos, como livros, cartas, jornais, documentos e outros elementos que se
refiram à história do povo, foi criado em dezembro de 2011, por meio da Lei
Municipal nº 4.477, o Museu de Parauapebas, que recebe o nome de Hilmar
Harry Kluck, primeiro diretor da Câmara Municipal de Parauapebas e um dos
maiores indigenistas da região, de acordo com Rose Valente, diretora da instituição.
Apesar
da grande importância, o Museu de Parauapebas ainda não conta com espaço
físico. “Temos todo o projeto estrutural pronto, pretendemos fazer um concurso
nacional para a criação do projeto arquitetônico e contamos com todo o apoio do
prefeito Valmir Mariano, que se sensibilizou e se comprometeu em envidar
esforços para viabilizar essa obra, que vai colaborar muito para a nossa
cidade”, afirma Rose Valente.
A
diretora do órgão informa também que a meta é inaugurar o museu em 2014. Até
lá, além dos encaminhamentos relacionados à construção da obra e sua respectiva
estruturação, serão realizadas pesquisas históricas, arqueológicas,
antropológicas e minerais para levantamento de acervo.
Skank se apresenta na segunda noite das comemorações do aniversário de Parauapebas
Para comemorar os 25 anos de
Parauapebas, apresenta-se nesta quinta-feira (9), no palco do Parque de
Exposições Lázaro de Deus, a banda mineira Skank.
Formada em Belo Horizonte em março de
1991 pelos músicos Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo
Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria), a banda começou a tocar em
churrascarias e casas de shows da capital mineira.
Desde o início da carreira, Skank já
vendeu mais de 6 milhões de cópias de seus álbuns, participou de inúmeros
festivais nacionais e internacionais, como o Rock in Rio Lisboa, e foi vencedor
de vários prêmios da música, entre eles o Grammy Latino de Melhor Álbum
Brasileiro de Rock em 2004.
A organização da festa de aniversário da
cidade aguarda público recorde para a segunda noite de shows das comemorações.
Rosa
de Saron
“Ótima primeira noite de festas” foi a
opinião geral do público presente na apresentação do grupo Rosa de Saron na
primeira noite de shows do Jubileu de Prata.
Um público gigantesco compareceu à arena
do Parque de Exposições para prestigiar o evento, que marcou o início das
festividades. Um dos integrantes da banda, o baixista Rogério Feltrin, fez
questão de cumprimentar o público, tirou fotos e anunciou que as mesmas seriam
postadas em sua página de rede social.
A festa de aniversário da cidade vai contar ainda com shows de David Quinlan (amanhã), Elba Ramalho (sábado) e Paula Fernandes (domingo).
A festa de aniversário da cidade vai contar ainda com shows de David Quinlan (amanhã), Elba Ramalho (sábado) e Paula Fernandes (domingo).
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Jubileu de Prata de Parauapebas: formação dos primeiros bairros
Tão logo foi oficialmente emancipada, a
cidade de Parauapebas teve como seus primeiros bairros o Rio Verde, Cidade
Nova, Primavera e União, formados por um amontoado de casas de madeira
espalhadas por todos os lados, tendo como bairro mais populoso o Primavera, que
abrigava a maioria dos trabalhadores das empreiteiras que montavam seus
acampamentos, por estar bem próximo da portaria de acesso a Carajás. Como era
praticamente um bairro dormitório, Primavera nunca teve um grande destaque em
termo de desenvolvimento.
O Bairro Cidade Nova era a menina dos
olhos de todos, pois foi nele que começaram a surgir as primeiras casas de
alvenaria e até mesmo um edifício de quatro pavimentos. No entanto, seu
crescimento em termo de construção de imóveis foi muito prejudicado, pois,
sendo a maioria das áreas pertencentes à Vale, a doação das mesmas passava por
um processo bem complicado.
Com a emancipação, a maioria das áreas
passou para o domínio do governo municipal, que começou o processo de doação.
Muitos que ganharam lotes não tinham o menor interesse de construir, querendo
apenas participar da especulação imobiliária. Por incrível que pareça, até hoje
existem áreas no Cidade Nova que nunca foram construídas e algumas até mesmo
muradas ou cercadas.
Rio
Verde
O bairro onde existia o maior fluxo de
gente e que teve crescimento dinâmico foi o Rio Verde, com a então Avenida
Curió se transformando num grande conglomerado de pequenos comércios que
atendiam a necessidade das pessoas que aqui chegavam atraídas pelo garimpo de
Serra Pelada, em Curionópolis, ou mesmo para prestar serviço para as empresas
contratadas pela Vale. Dentro de pouco tempo, a rua perdeu o nome original e
passou a denominar-se Rua do Comércio, até os dias atuais.
A ocupação do Rio Verde foi feita de uma
maneira desordenada e sem obedecer praticamente a nenhum planejamento
urbanístico ou arruamento. Por isso, hoje os problemas estão surgindo e
desvalorizando o bairro, que poderia ser um dos mais caros e promissores da
cidade. Mesmo tendo edifícios com os mais variados tamanhos e belas construções
residenciais, ainda existem no Rio Verde residências e comércios instalados em
casa de madeira.
Bairro
União
O Bairro União surgiu em função da
coragem de pessoas que não conseguindo lotes nos três principais bairros da
cidade tiveram que se sujeitar a morar no meio de um matagal que dividia Cidade
Nova e ia terminar nas margens do Rio Parauapebas. Era um local de muita
pastagem e ruas foram abertas para doar terreno aos que tinham coragem de morar
no local.
Pernilongo, lama, poeira e muitos
animais peçonhentos eram o prêmio para os que tinham coragem de morar na
baixada do Bairro União. No entanto, o local caiu na graça dos que chegavam e
dentro de pouco tempo o bairro já se apresentava como uma grande comunidade.
Rua
do Meio
Na divisa do Bairro Rio Verde ficava o
local mais movimentado da cidade tanto durante o dia como à noite, ou seja, as
ruas do Arame e do Meio (hoje Rua Fortaleza), que mantinham o mercado de
prostituição com centenas de mulheres, muita música, bebida, comida, dança e
violência.
Não era especificamente um bairro, mas
uma zona livre, já que a prostituição e a venda de bebida alcoólica no garimpo
de Serra Pelada eram proibidas, bem como dentro dos canteiros de obras da Vale
do Rio Doce.
Os trabalhadores mais conhecidos como
peão de trecho, os garimpeiros, madeireiros e até mesmo grandes empresários
viam na “Rua do Meio” um local de muita diversão, pois era um dos poucos
lugares onde se podia dançar e beber à vontade, já que no restante da cidade
eram poucos os botecos, bares e restaurantes, assim como não existia
praticamente nenhum local que oferecesse diversão.
Núcleo
Carajás
Contrastando com o principal núcleo
urbano de Parauapebas, que nascia construída pela força dos que aqui chegavam e
precisavam de moradia, usando para isso pau a pique, barro e madeira, no alto
da Serra dos Carajás apareciam as residências suntuosas com casas pré-moldadas
de madeira e algumas de alvenaria, além de locais como hospital, lojas,
supermercados, restaurantes, cinema, ruas asfaltadas e bem ajardinadas para
abrigar os que trabalhavam diretamente para a Vale.
A situação chegou ao ponto de Carajás,
que tinha dois núcleos residenciais chamados N4 e N5, ficar conhecida como
Suíça, enquanto Parauapebas seria a Bósnia, país arrasado pela União Soviética,
na época.
Outros
bairros
No decorrer do tempo, outros bairros
foram se formando na sede do município, como Maranhão, Chácaras do Sol, da Lua
e das Estrelas; Cortinão (hoje Liberdade I e II), Bairro da Paz, Guanabara,
Bela Vista, Altamira, Novo Horizonte, Betânia, Vila Rica, Caetanópolis, Novo
Brasil, entre outros.
Nos últimos cinco anos, dezenas de novos
bairros surgiram em Parauapebas, muitos deles dotados de infraestrutura, como o
Cidade Jardim, Park dos Carajás, Nova Carajás, Bem Viver, Residencial Amazonas,
Casas Populares I e II, Bairros dos Minérios, Beira Rio II e outros, e ainda
aqueles constituídos por invasão ou com a venda de lotes, como Jardim América,
São Lucas I e II, Parque das Nações, Bambuí, Alto Bonito, Jardim
Canadá e tantos outros.
Confira as fotos aqui
Vagas de emprego no Sine (08/05)
O Sistema Nacional de Emprego (Sine)
disponibiliza as seguintes vagas em Parauapebas:
Atendente (F), com experiência
Barman, com experiência
Bioquímico (M/F), com experiência
Cobrador (M), com experiência
Comprador (M), com experiência
Costureira, com experiência
Cuminis (M), com experiência
Eletricista de automóvel (M), com
experiência
Engenheiro de alimentos (M/F), com
experiência
Garçom e garçonete, com experiência
Impressor gráfico (M), com experiência
Mangoteiro I (M), com experiência
Montador de móveis (M), com experiência
Montador gráfico (M), com experiência
Motoboy (M), com experiência
Recepcionista (M), com experiência
Segurança de prevenção (F), com
experiência
Vendedor externo (M), com conhecimento
em mecânica
Interessados devem procurar a Agência do
Sine na Rua 11, entre as ruas D e E, Bairro Cidade Nova, ou telefonar para (94)
3346-2971, Parauapebas (PA).
Governo federal busca alternativas para diminuir déficit de médicos no interior do país
O ministro das Relações Exteriores,
Antonio Patriota, anunciou que o Brasil estuda medidas para contratação de
médicos de outros países para diminuir o déficit que o país enfrenta desses
profissionais, principalmente em regiões mais carentes.
Após participar de uma reunião com o
chanceler de Cuba, Brun Rodríguez, o ministro revelou a expectativa do governo
brasileiro para a contratação de seis mil médicos cubanos, mas a medida ainda
está em estudo.
De acordo com ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, a falta de médicos é um dos principais gargalos do Sistema Único de
Saúde (SUS). O Brasil registra uma média de 1,8 médico por mil habitantes,
enquanto que na Argentina e na Inglaterra esse índice atinge a casa de 3,2 e
2,7 médicos por mil habitantes, respectivamente.
Em janeiro deste ano, Padilha recebeu da
Associação Brasileira dos Municípios (ABM) um documento reivindicando a adoção
de medidas efetivas por parte do governo federal para resolver a questão da
escassez de profissionais da área nos municípios brasileiros.
Contra
O Conselho Federal de Medicina (CFM)
manifestou posição contrária a medidas que facilitam a entrada de médicos
estrangeiros no Brasil. Padilha, no entanto, já manifestou posição contrária ao
argumento de que a contratação de estrangeiros reduziria a qualidade do
serviço.
Seminário
O deputado federal Nelson Pellegrino
(PT-BA), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da
Câmara, informou que ainda no primeiro semestre deste ano a Câmara dos
Deputados realizará um seminário para aprofundar o tema, que é muito relevante
e urgente. Pellegrino disse ser favorável à contratação de estrangeiros “com
contrato determinado, para trabalhar no programa de saúde da família com foco
na atenção básica à saúde, principalmente nos locais mais distantes”, afirmou.
O parlamentar defendeu também a
formalização de convênios com as universidades brasileiras para validação de
diplomas, num processo rápido, para que o profissional possa obter registro e
exercer a profissão com tranquilidade.
Por sua vez, o deputado federal Dr.
Rosinha (PT-PR), que preside a Comissão de Seguridade Social e Família,
considerou a proposta de realização do seminário oportuna, salientando que é
preciso apontar soluções para que o cidadão tenha garantido seu direito à saúde
pública. “Entre a reserva de mercado e o direito do cidadão, deve prevalecer o
direito do cidadão”, afirmou, ao rebater as críticas feitas à proposta em
estudo pelo governo brasileiro.
“Para o Brasil, a contratação de
profissionais estrangeiros pode ser novidade, mas é prática em muitos países do
mundo e é perfeitamente viável”, defendeu Dr. Rosinha. (Fonte: Informes PT)
Oficina de elaboração de projetos culturais na Casa das Artes
Nos dias 18 e 19 de maio, na Casa das Artes, em Parauaoebas
Facilitadora: Laurenir Peniche
Produtora e professora na área de música do
Instituto Federal do Pará, graduada pela Universidade do Estado do Pará (1995).
Experiência em elaboração, coordenação e produção de projetos culturais e
educacionais. Como produtora cultural, desenvolve trabalhos voltados para a
música, artes visuais e áudio visual, destacados abaixo.
Em 2011, coordenou a produção da exposição do
pesquisador da Universidade Federal do Pará, o fotógrafo Hilton Silva: “África -
Olhares Curiosos”, através da Comissão da Igualdade Racial, da Secretaria de
Estado de Educação (Seduc), pelo Ano Internacional dos Afrodescendentes. Essa
exposição percorreu vários municípios do estado.
Coordenou e atuou como pesquisadora do Projeto
Coleção Waldemar Henrique, pela Secretaria de Estado de Cultura em 2010,
período que participou de vários projetos museais.
Na música, em 2008, executou a pesquisa e direção
musical do projeto “Mestre Verequete e o Legitimo Carimbó do Pará”, lançado em
programação oficial do Fórum Social Mundial. Em 2006, realizou também como
pesquisadora e diretora musical o projeto “Verequete, O Rei dos Tambores”, com
patrocínio da empresa Vale, e Prêmio de Valorização das Expressões Populares,
do Ministério da Cultura. Neste mesmo ano, Mestre Verequete recebe a comenda da
Ordem do Mérito Cultural.
Atualmente, Laurenir Peniche produz projetos
audiovisuais de caráter educacional.
Vagas: 25 pessoas
Dias: 18 e 19 de maio de 2013
Local: Casa das Artes - Parauapebas
Carga horária: 30 horas. Das 9 às 12h30 e das 14 às
18h30 (16 horas/dia)
Prolongamento e consultoria em projetos por
internet: 14 horas
Resumo da oficina
A oficina tem o objetivo de instruir e facilitar na
elaboração de projetos culturais para atendimento de editais para lei estadual Semear,
federal Rouanet e do FNC, com vistas nos aspectos relevantes como temática,
objetivos, metas, orçamento e pontos a serem explorados nos projetos.
Conteúdo programático/unidades
-Como elaborar projetos culturais
-O mercado cultural
-A política de editais
-Principais pontos a serem abordados nos projetos
Metodologia
A oficina de Elaboração de Projetos Culturais será
realizada por meio de aulas expositivas, empregando quadro negro, retroprojetor
e PowerPoint; seminários para apresentação de trabalhos de pesquisa; resolução
intensiva de exercícios; problematização; etc.
Avaliação
A avaliação da oficina será feita de forma
qualitativa e quantitativa, de forma averiguar o domínio do conteúdo das
oficinas, por meio de formulário de avaliação e com a apresentação dos
resultados finais.
Inscrições: Casa das Artes, Rua A nº 306, Cidade Nova,
Parauapebas, ou pelo e-mail casadasartes@aliancacarajas.org.br
Informações: (94) 9145-0077 / 8129-5125.
Jubileu de Prata de Parauapebas: história político-social
Em julho de 1984, milhares de
garimpeiros da Serra Pelada, no intuito de forçar a Vale a realizar obras que
lhes permitissem continuar garimpando, depredaram quase todas as instalações
públicas do núcleo urbano de Parauapebas, por imaginarem que a vila pertencia à
mineradora.
Dentre elas, destruíram inclusive a
estação de tratamento de água, o prédio da administração e outras edificações
públicas, só deixando ilesos, e a muito custo, o hospital e a escola. De acordo
com moradores da época, a vila ficou desolada.
Além da destruição deixada pela
revolta dos garimpeiros, Parauapebas não estava recebendo o percentual de 10%
dos impostos recolhidos pela Serra dos Carajás à Prefeitura de Marabá, que
teriam que retornar a localidade, em obras ou em recursos, mês a mês. Tudo isso
fez com que a população padecesse com carência de tudo.
Plebiscito
Depois de inúmeras e tensas reuniões e
após constatação de que se dependesse desses recursos a recuperação dos prédios
em Parauapebas jamais ocorreria, foi iniciada uma campanha para separar o
lugarejo do município de Marabá.
Iniciado em 1985, o movimento
separatista tomou corpo em 1986, quando foi firmado um acordo com o candidato a
deputado estadual Carlos Cavalcante, selando uma troca de favores: Parauapebas
votaria em massa no candidato e este, uma vez eleito, assumiria a causa da
emancipação de Parauapebas.
E assim aconteceu. Toda a documentação
necessária à instrução do processo foi providenciada e Chico Brito pessoalmente
entregou-a em mãos do deputado, em sua residência, em Conceição do Araguaia, às
vésperas de sua posse. O novo deputado deu entrada no Requerimento nº 008/87,
na primeira hora de seu mandato, cumprindo o combinado.
Seguiu-se o processo até o momento em
que a Câmara de Marabá teria que votar pelo seu prosseguimento ou pelo
arquivamento. Marabá comunicou que, definitivamente, não aceitaria a
emancipação, e votaria pelo arquivamento do processo, que tramitava na
Assembleia Legislativa do Pará, enterrando temporariamente os sonhos de
independência do futuro município.
Para evitar essa derrota, os integrantes
do movimento separatista criaram uma estratégia durante as prévias das eleições
de 88 em Marabá, montaram uma chapa com um candidato a prefeito residente em
Parauapebas e um vice de Curionópolis. Na época, Marabá apresentaria 6
candidatos à prefeitura e o colégio eleitoral da cidade, fora Parauapebas e
Curionópolis, era de 47 mil eleitores, praticamente a mesma quantidade que as
duas localidades alegavam ter.
Na pressão, a Câmara de Marabá convocou
imediatamente uma sessão extraordinária e aprovou o prosseguimento do processo
de emancipação por unanimidade. Mais tarde, foi observado que por ser uma área
de intensa migração, dos quase 47 mil eleitores de Parauapebas e Curionópolis,
que constavam nos arquivos do Cartório Eleitoral, nem a metade residia mais na
região.
Superados todos os percalços, a
Assembleia Legislativa marcou o dia 24 de abril daquele ano, 1988, para a
votação do plebiscito, quando a população diria se desejava se separar ou não
do município-mãe, com 99% de aprovação.
Eleições municipais
Em 10 de maio de 1988, o então
governador Hélio da Mota Gueiros, sancionou a lei estadual nº 5.443/88, que
criou o município de Parauapebas. Em outubro do mesmo ano, Faisal Salmen foi
eleito o primeiro prefeito do município (gestão 1989/1992), depois Francisco
Alves de Souza, “Chico das Cortinas” (1993/1996), em seguida, Bel Mesquita por
dois mandatos (1997/2004), Darci Lermen, também por dois mandatos (2005/2012)
e, por último, o atual prefeito Valmir Mariano, para um mandato que inicia
neste ano e vai até 2016.
Confira as fotos aqui
terça-feira, 7 de maio de 2013
Cidade de Parauapebas é escolhida para sediar os JEPs
A Secretaria Municipal de Educação (Semed)
informa que em decorrência de Parauapebas ter sido escolhida para sediar os Jogos
Estudantis Paraenses (JEPs), no período de 29 de maio a 2 de junho, os Jogos
Interescolares de Parauapebas (JIPs) precisaram ser adiados para o segundo
semestre de 2013, para que o município possa organizar a infraestrutura dos JEPs.
Os JEPs constituem-se um dos mais
representativos eventos esportivos, pois integra uma grande demanda de alunos
das redes municipal e estadual. Sendo assim, o município precisa dispor de
estrutura física para sediá-lo. (Liliane Diniz/Semed)
Jubileu de Prata de Parauapebas: descoberta das minas de Carajás
A história de Parauapebas começa a
partir da descoberta de jazidas de minério de ferro na Serra dos Carajás – um
conjunto de três cadeias de montanhas (Serra Norte, Serra Sul e Serra Leste),
na época, localizada no município de Marabá, por uma empresa americana, a US
Steel Co., por meio da subsidiária canadense Cia. Meridional de Mineração,
dentro de um programa denominado BEP (Brazilian Exploration Program), que em
1967 detectou jazidas de hematita e manganês em Carajás.
De acordo com José Francisco de Brito,
conhecido por “Chico Brito”, primeiro administrador da então vila de
Parauapebas, hoje secretário municipal de Cultura, em 1970 o governo federal
criou a empresa Amza (Amazônia Mineração S/A) para assumir a concessão de
pesquisa e lavra na Serra, transferindo para essa estatal as concessões que
antes pertenciam à US Steel/Meridional.
No final da década de 70, o governo
federal determinou à então Cia. Vale do Rio Doce (hoje Vale S/A), uma empresa
também estatal fundada em Itabira (MG) em 1946, que adquiriu os 49% da Amza e,
em 1977, os restantes 51% que pertenciam ao BNDES. Em 1978, a Vale do Rio Doce
assumiu o controle das ações, saneou a empresa e planejou a exploração das
minas, a partir da Serra Norte.
A implantação da mina e da Estrada de
Ferro Carajás (EFC) e o financiamento por bancos estrangeiros, com contratos de
longo prazo, levaram a empresa e o governo federal a criar, em 1980, o Programa
Grande Carajás (PGC), presidido por Nestor Jost, com o propósito de integrar
todas as ações na região. As ações do projeto estavam sujeitas ao Senado
Federal.
O PGC estabeleceu que a exploração da
mina deveria contemplar o assentamento de agricultores na região do entorno das
minas, para produzir alimentos que ali se consumiriam, e a construção de uma cidade
dentro dos padrões civilizados, com água e esgotos tratados, energia elétrica,
hospital, escolas etc., onde se acomodariam aqueles que forçosamente seriam
atraídos pela mineração mas não seriam absorvidos diretamente por ela. Em 1982,
a Vale adquiriu terras do fazendeiro Lair Guerra Toledo e iniciou o
desmatamento para a construção do núcleo urbano de Parauapebas.
Estabeleceu-se ainda que no mínimo 70%
da mão de obra empregada pelas empresas que operavam na região teriam de ser
formados por paraenses e maranhenses, não só na Vale, mas também nas
terceirizadas, que quando não cumpriam essa exigência, também não recebiam da
Vale suas faturas. Ao mesmo tempo, o governo federal entregou a implantação do
assentamento agrícola ao Grupo Executivo das Terras do Araguia Tocantins
(Getat), coordenado pelo então coronel Antônio Lisboa.
No final de 1982, as obras do núcleo
urbano de Parauapebas já estavam em andamento. A Vale incumbiu o administrador
da coordenação de obras de Marabá, “Chico Brito”, para supervisionar o
andamento das construções do projeto. No mês de março de 1983, após levado seu
nome ao então presidente da República, general João Batista Figueiredo, “Chico
Brito” foi nomeado, juntamente com o prefeito de Marabá (que era Área de
Segurança Nacional), como administrador regional de Parauapebas, com a
responsabilidade de dar início à implantação da cidade.
Ainda em 1983, o administrador da vila
inaugurou o prédio da subprefeitura (onde atualmente funciona a Secretaria de
Assistência Social-Semas), a delegacia de polícia e a cadeia (que funcionaram
ao lado da atual Semas, até serem queimadas por garimpeiros), o hospital
público, atual hospital municipal, e iniciou a distribuição de lotes para quem
quisesse se estabelecer na localidade. Em seguida, Chico Brito inaugurou a
escola General Euclydes Figueiredo, já com cursos de 1º e 2º graus.
No dia 28 de fevereiro de 1985, o presidente João Figueiredo inaugurou a ferrovia e a Vale iniciou a exportação do minério de Carajás. O trem de passageiros só viria a ser inaugurado um ano depois.
No dia 28 de fevereiro de 1985, o presidente João Figueiredo inaugurou a ferrovia e a Vale iniciou a exportação do minério de Carajás. O trem de passageiros só viria a ser inaugurado um ano depois.
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TV por assinatura já está presente em 27,9% dos domicílios do país
O setor de TV por assinatura registrou
mais 173,3 mil contratos em março, e chegou ao total de 16,8 milhões de
assinaturas. Os números representam um crescimento de 1,04% em relação a
fevereiro e 22,9% em relação a março de 2012.
Segundo dados divulgados pela Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel), 27,9% dos domicílios do país contam com
o serviço de TV por assinatura. Considerando o número médio de pessoas por
domicílio divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), a TV paga atinge atualmente 53,8 milhões de brasileiros.
A região Sudeste foi a que registrou
maior expansão dos serviços, com 39,4% de domicílios. No Distrito Federal,
50,8% das casas contam com TV por assinatura.
A participação do serviço prestado via
satélite atingiu 61,7% da base de assinantes em março, e a do serviço a cabo
alcançou 37,7% dos assinantes. (Agência Brasil)
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Campanha de vacinação contra gripe é prorrogada até dia 10
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa)
anunciou a prorrogação da campanha de vacinação contra gripe até dia 10 de
maio. O prazo, que se encerraria no dia 26 de abril, foi estendido em todo o
país, em decorrência da baixa adesão da população.
A campanha é destinada a adultos a
partir de 60 anos de idade, crianças na faixa etária entre 6 meses e 2 anos,
gestantes de qualquer idade gestacional, indígenas e mulheres em pós-parto,
além das pessoas que têm doenças crônicas do pulmão, coração, fígado, rim,
diabetes, imunossupressão e transplantados.
Em Parauapebas, a Semsa realiza vacinação na Maternidade HMP, Supermercado Hipersena e Banco do Brasil.
Pontos de vacinação data e horário
- Maternidade HMP: até 10/05, das 7 às
10 horas
- Hipersenna: até 10/05, das 10h30 às 18
horas
- Banco do Brasil: até 10/05, das 8h30 às
17 horas
domingo, 5 de maio de 2013
Primeira rodada da Copa Aicop de Futsal foi marcada com 28 gols
A primeira rodada da V Copa Aicop de
Futsal, na última sexta-feira (3), na quadra do Colégio Amazon, foi marcada com
28 gols.
A quinta edição do certame trouxe quatro
equipes novas este ano para disputa do torneio, além de um combinado e três
times já experientes (Pebinha de Açúcar, Jornal Hoje e HD), com resultados que
trouxeram surpresas. Acompanhe os nossos comentários.
Correio
do Pará 0 x 5 Arara Azul FM
A partida inaugural mostrou bem como se
comportaram desigualmente os dois elencos que abriram esta temporada. Mais
preparado e entrosado, o time da Arara Azul jogou melhor. Em contrapartida, o
já veterano Correio do Pará era frágil e foi presa fácil. Destaque para Rafinha,
que marcou metade dos gols da Arara Azul. MC Lobato fez dois. Gustavo fez o gol
de honra do Correio do Pará.
TV
Liberal 5 x 5 Chocopebas
Foi a partida mais equilibrada da
rodada. Ambos mostraram que podem dar trabalho aos demais rivais. Chocopebas
abriu a contagem, mas a TV Liberal empatou. Depois o Chocopebas abriu bom
placar, mas a TV Liberal reagiu e virou. Só não garantiram a vitória porque
perto do final os rivais empataram e decretaram o primeiro escore igual da
competição: 5 a 5. Também duas falhas do goleiro Oséias também facilitaram as
coisas. Destaque para o camisa 8, que também marcou 4 gols nesse jogo e se
igualou ao Rafinha da Arara Azul na artilharia geral.
Ascom
1 x 6 Jornal Hoje
Em jogo de estreantes, o placar demorou
a ser inaugurado. Foi só aos 11 minutos da primeira etapa que o Jornal Hoje
iniciou sua goleada. Daí só deu Hoje. Bariloche foi um dos destaques, marcando
dois gols. Mas a Ascom marcou de pênalti no finalzinho e foi derrotada por 6 a
1.
Pebas
na TV 1 x 5 RBA/Band
Os novatos e divertidos integrantes do
programa humorístico mais escrachado da TV de Parauapebas não foram páreos para
a boa atuação do combinado das TVs. O Pebas na TV com Maroca, Jarbas e
companhia ainda perdeu um pênalti e teve um atleta expulso no fim da primeira
etapa. Mas o mérito de RBA e Band terem feito um bom placar cabe ao goleiro
deles, que evitou o que poderia ser mais um empate por parte dos chutes
certeiros dados pelos jogadores do Pebas na TV. Ao final, o escore anotou 5 a 1
para a RBA/Band.
A próxima rodada ocorrerá só no dia 17,
sexta-feira, devido a semana de aniversário do jubileu de Parauapebas.
Segunda
rodada
Sexta-feira 17/05
19 h – Pebas na TV x Ascom
20 h – Jornal Hoje x TV Liberal
21 h – Chocopebas x Correio do Pará
22 h – RBA TV x Arara Azul
Fonte: Rogério Reis / Bariloche Silva
AGRADECIMENTO
Venho de público agradecer pela graça de
Deus e incentivo que recebi de familiares e amigos por ocasião da cirurgia de
catarata que fui submetido no olho esquerdo no início da tarde da última
sexta-feira (3), na Oftalmoclínica (Optima), em Parauapebas.
Em primeiro lugar, agradeço a Deus, a Jesus
Cristo, a Bahá’u’láh e aos demais mensageiros divinos; à minha família, em
especial a Clarinha (minha esposa), dona Neusa (minha mãe, que mora em
Carolina-MA), irmãos (mais de 10) e filhos (seis).
Em segundo lugar, às pessoas que contribuíram
diretamente para que a cirurgia fosse realizada, entre estas, Maria José
(CTRH), Jorge Vieira e Wagner Santos (Ascom); Edneis Barbosa e Rômulo Maia (adjunto
e secretário de Saúde), Ana Paula (secretária de Rômulo Maia), Zinho Bento (Jornal
de Parauapebas), dr, Adilson Santana (cardiologista), Carlos Refribom (jornal O
Carajás), Laércio de Castro (Aicop) e Demerval Moreno (Rádio Arara Azul).
Depois, aos profissionais de saúde que
realizaram a cirurgia, a começar pela médica Maria Cecília (proprietária da
Oftalmoclínica Optima), dr. Dênis Silva (cirurgião oftalmológico), anestesista
Bruno e à enfermeira Sebastiana.
Por último, agradeço às dezenas de
amigos e colegas de trabalho que me telefonaram, enviaram mensagens via celular,
postaram mensagens de otimismo no Facebook e no Twitter e me visitaram em minha
residência. Agradeço também aos colegas de trabalho da Ascom e da imprensa em
geral de Parauapebas.
A cirurgia foi perfeita, estou enxergando
bem, sem uso de óculos, recuperando-me com tranquilidade e dentro de dois ou
três dias já estarei atuando de volta em minhas atividades normais.
Mais uma vez, obrigado a todos.
Waldyr
Silva
Jornalista DRT-PA 2508
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Sem atualização
Em decorrência de cirurgia de catarata que
vou me submeter a partir de meio-dia desta sexta-feira (3), este espaço deverá
passar por alguns dias sem atualização. Por isso, contamos com a compreensão dos
visitantes.
Waldyr Silva
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Baile vai homenagear pessoas que ajudaram fundar Parauapebas
Como parte integrante da programação de aniversário
dos 25 anos de criação do município de Parauapebas, o Baile dos Pioneiros, que
acontece neste sábado (4), a partir das 20 horas, no Parque de Exposições
Lazaro de Deus Vieira Neto, vai homenagear centenas de famílias que
contribuíram decisivamente com a emancipação político-administrativa do
município.
O baile está sendo organizado pela Secretaria
Municipal de Cultura (Secult), que pretende homenagear durante a festa cerca de
150 pessoas com a Comenda Jubileu de Prata. Destas, 25 pioneiros (ou parentes)
serão chamados ao palco para receber honrarias pelos importantes serviços
prestados ao longo dos últimos 25 anos, contribuindo com o crescimento de Parauapebas.
De acordo com Rose Valente, uma das coordenadoras do
evento, com o crescimento da cidade, fica muito difícil localizar as cerca de
300 famílias pioneiras que emanciparam o município, “mas nós, servidores da
Secult, estamos nos esforçando para localizar o maior número possível de
famílias, para que elas recebam as homenagens que merecem”.
A ideia da prefeitura é que o momento festivo do
Baile dos Pioneiros, que não será aberto ao público em geral, seja convertido
num grande reencontro de famílias pioneiras do município, com muitas atrações
de entretimento e de lembranças, exposição de fotos e exibição de vídeos
antigos, coleta de depoimentos, entre outras, finalizando com os acordes da
Banda Ciclone, numa histórica confraternização.
Sorteio de barracas que vão comercializar alimentos e bebidas no aniversário de Parauapebas
A Secretaria Municipal de Urbanismo
(Semurb) informa que realizará na próxima segunda-feira (6), às 15 horas, no
pátio da Secretaria Municipal de Obras (Semob), o sorteio das barracas que
comercializarão comidas e bebidas nos eventos da programação de aniversário de
Parauapebas.
O sorteio será para os comerciantes que se encontram cadastrados na Semurb.
O sorteio será para os comerciantes que se encontram cadastrados na Semurb.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
'Me dei seis meses de paz'
A frase é de Darci Lermen, ex-prefeito
de Parauapebas.
Darci está morando em um sítio no
interior da Bahia, plantando alface e criando peixes. Contou que acorda às
cinco da manha e dorme às sete da noite.
”Resolvi me dar um tempo. Lá na Bahia
minha mulher tem uma roça, coisa pequena, mas plantamos alfaces e resolvi
também criar peixes. O legal é que a gente vai à feira aos sábados vender o que
produzimos. É uma vida tranquila, sem estresse. Sai da roça, mas a roça nunca
saiu de mim, então faço o que sei fazer.”
Sobre pretensões políticas, o ex-prefeito
disse que espera o tempo correr para decidir, mas não descarta ser candidato a
deputado federal. “Mas isso é uma questão que não depende só de mim, depende de
conseguir vaga dentro do PT.”
Sobre a atual administração de Parauapebas,
Darci disse que torce para que tudo corra bem; ”Sei que estão tendo problemas
de gestão. De certa forma, isso é até normal. Gerir uma prefeitura, com todas
as regras que a lei impõe, é diferente de gerir um negócio próprio, mas com o
tempo as coisas devem caminhar melhor.”
Darci acredita que sobre eleições
estaduais o quadro só deve ser resolvido passando por Brasília. “Estamos falando
de reeleição da Dilma, então a escolha do candidato do PT e também do PMDB que
é vice, só vai acontecer a nível nacional. Em alguns estados, o PT vai apoiar o
PMDB e em outros vice versa. É um jogo difícil e que vai ser jogado no
Planalto.”
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