terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Governo quer tornar Lei Seca mais rígida para motoristas embriagados

"O Brasil tem uma boa lei, mas há uma falha que precisa ser corrigida. De acordo com a Constituição, ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si próprio, o que faz com que o teste do bafômetro para medir a dosagem de álcool no sangue seja burlado se a pessoa se recusar a fazer".

A consideração foi feita pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que revelou que o governo pretende alterar a Lei Seca para que os motoristas que estiverem dirigindo alcoolizados possam ser processados, mesmo que se recusem a passar pelo chamado teste do bafômetro.

A intenção, contou o ministro nesta terça-feira (31/1), é fazer com que "todas as provas admitidas pelo Direito possam ser usadas contra o infrator, como testemunhas e filmagens por câmeras de segurança, de modo que a lógica da Lei Seca seja invertida e o próprio acusado passe a ter o interesse de se submeter ao teste para escapar da cadeia". Para isso, o Ministério da Justiça já está se articulando juntamente com o Senado e com a Câmara para alterar a lei.

Além disso, declarou Cardozo, as mudanças pretendidas pelo governo na legislação incluem aumentar o valor da multa para quem for detido alcoolizado ao volante e, também, aplicar punições mais rigorosas sem necessidade de comprovar a presença de álcool no sangue. (Fonte: Consultor Jurídico)

Desmatamento

by J.Bosco

Vereador oferece café da manhã à imprensa em seu aniversário

Fotos: Waldyr Silva


Pelo terceiro ano consecutivo, o vereador Israel Pereira Barros (PT), conhecido popularmente como “Miquinha”, reuniu a imprensa e a comunidade para oferecer um farto café da manhã, por conta de seu aniversário. O evento ocorreu no último sábado (28), no ginásio coberto da escola Paulo Freire, na Vila Palmares Sul, a 10 quilômetros do centro de Parauapebas.

Além de profissionais de imprensa e boa parte da comunidade da vila, onde o vereador reside, prestigiaram o café da manhã o deputado estadual Milton Zimmer Schneider; os secretários municipais de Administração, Luiz Vieira; e de Educação, Raimundo Neto; o presidente do Partido dos Trabalhadores, Nilson Dias; o presidente da Câmara Municipal, vereador José Alves; os vereadores Euzébio Rodrigues e Raimundo Vasconcelos; e representantes das igrejas católica e evangélica do município.

Israel Miquinha agradeceu aos convidados e ao povo pelo apoio e compreensão neste terceiro ano de mandato. pela confiança depositada e pela presença no evento. Ressaltou ainda a importância da atividade parlamentar, enfatizando o compromisso da defesa dos interesses da comunidade, sem ceder aos interesses do Executivo. Agradeceu também o apoio que recebeu dos colegas da Câmara Municipal neste período de aprendizagem, tanto no que diz respeito ao companheirismo como pela aprovação dos seus projetos, indicações e requerimentos.

Antes de oferecer o banquete para seus convidados e ser surpreendido com um bolo de aniversário enfeitado com o símbolo do Flamengo, seu time de coração, Miquinha fez a exibição de vídeos de entrevistas positivas de pessoas do povo sobre pessoa e a atuação do parlamentar, uma espécie de prestação de contas à sociedade, enumerando os requerimentos, emendas ao orçamento, indicações e projetos apresentados no plenário da Câmara.

O vereador fez questão de destacar o projeto de lei que cria o primeiro restaurante popular de Parauapebas, que visa beneficiar a população mais carente, servindo refeições de boa qualidade ao preço médio de 3 reais por pessoa.

Ao final, Miquinha ofereceu aos presentes café da manhã, regado com café, leite, refrigerante, doces, salgados e uma grande variedade de frutas.

Filas de banco provocam transtornos a usuários

Fotos: Waldyr Silva

Na cidade de Parauapebas, uma ida às agências bancárias para sacar cheque ou pagar boleto é um grande transtorno para o usuário. A cidade conta com a Lei Municipal nº 3.821-A, de 31 de agosto de 1999, que regulamenta sobre o tempo de permanência de pessoas em filas, mas a maioria dos bancos desrespeita a norma.

De acordo com o artigo 2º da referida lei, as agências bancárias devem atender o usuário em até 20 minutos de permanência na fila em dias normais; e em até 30 minutos em véspera de feriados prolongados e nos dias de pagamento de funcionários públicos municipais, estaduais e federais e de vencimentos e recebimento de contas de concessionárias de serviços públicos e tributos municipais, estaduais e federais.

Mas, às vezes, o usuário fica até três horas na fila. Perdem dia de trabalho, sofrem com a falta de banheiros e às vezes até de bebedouros nas agências para matar a sede.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em Parauapebas, comerciante Daniel Pereira Lopes, reconhece que o problema de filas de bancos vem afligindo a comunidade há muito tempo. “A gente vê constantemente reportagens mostrando as filas dos bancos e não se vê solução. Tenho funcionário que chegou a ficar de 10 horas da manhã até seis da tarde dentro de uma agência bancária. Isso tem custo, além de desconforto. Não vejo nenhuma ação consistente para resolver o problema na região. Para nós, lojistas, é ruim porque gera despesa, desconforto como cidadão e lamentavelmente a gente vê que não melhora”, desabafou o presidente da CDL.

MULTA
Em março de 2009, o Grupo Executivo de Proteção ao Consumidor (Procon) condenou as agências bancárias do Bradesco (Carajás e Parauapebas), Banco do Brasil (Carajás e Parauapebas) e Caixa Econômica Federal (Parauapebas) a pagar multa no valor de R$ 2.610,40, cada agência, por não cumprirem o que determina a lei municipal que regulamenta sobre o tempo de permanência de pessoas em filas.

Além do limite para permanência dos usuários na fila, a lei exige também que o estabelecimento bancário afixe cópia da lei municipal em local de fácil visibilidade e implante sistema de senha que identifique o horário em que o usuário entrou na fila, mas a maioria dos bancos não vem atendendo estes itens.

O Procon orienta que o consumidor procure pagar suas contas em dia, de preferência nos pontos alternativos, como nos postos bancários instalados em supermercados, drogarias e outros estabelecimentos comerciais ou de serviços.

Segundo a coordenação local do Procon, até a quinta reincidência no descumprimento da lei, os bancos podem ser condenados em até 200 Unidades Fiscais Municipais (UFM); a partir da sétima, em até 400 UFMs, e a partir daí o estabelecimento bancário pode até ser fechado.

No segundo semestre do ano passado, o Procon realizou um trabalho de fiscalização rigoroso nos bancos e constatou que esse trabalho surtiu efeito, com uma significativa melhora no atendimento em relação às filas para atendimento nos caixas.

“Posteriormente, veio a greve dos bancários, depois, o recesso de final de ano e agora estamos passando por uma reestruturação do Procon de Parauapebas, mas em breve vamos reiniciar as fiscalizações nos bancos para verificar se o limite determinado pela lei municipal está sendo violado ou não ”, alertou a coordenadora do órgão em Parauapebas, Evellyn Melo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Estamos obcecados com o ‘melhor’

* Leila Ferreira - Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor". Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.

Bom não basta. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor". Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.

Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.

Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, é mais do que suficiente. (Tenha certeza que você será muito mais feliz).

Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?

E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom que já temos".

A casa que é pequena, mas nos acolhe; o emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria; a TV que está velha, mas nunca deu defeito; o homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos"; as férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo; o rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem; o corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer. Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor, e, na busca do "melhor", a gente nem percebeu?

Reflita: às vezes é tão fácil ser feliz com menos do que ser infeliz, sendo o "melhor".

* Jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação, em Londres. Apesar disso, optou por viver uma vidinha mais simples, em Belo Horizonte

domingo, 29 de janeiro de 2012

Amamentação diminui risco de câncer de mama, revela estudo

Pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, descobriram que as mulheres que amamentam seus filhos por mais de seis meses têm menos chances de desenvolver câncer de mama.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores estudaram amostras de 504 mulheres com idade entre 19 e 70 anos, todas diagnosticadas e tratadas para câncer de mama no Hospital San Cecilio de Granada, entre 2003 e 2008. A análise mostrou que apenas 135 dessas mulheres não eram mães, enquanto as outras 369 tiveram pelo menos um filho.

Dessa forma, os pesquisadores concluíram que a amamentação é um método eficaz para prevenir o câncer de mama, e que o risco de desenvolver a doença diminui 4,3% para cada ano que uma mulher amamenta seus filhos.

Os estudiosos também não encontraram diferenças estatisticamente significativas entre a idade média de diagnóstico do câncer e o fato de a mulher ter tido ou não filhos.

Como detectar precocemente o câncer de mama?
Segunda maior causa de mortalidade entre as mulheres, o câncer de mama, quando diagnosticado e tratado precocemente, aumenta em muito as chances de sobrevivência das pacientes. As mulheres podem e devem ter participação ativa nesta detecção ao realizarem avaliações regulares com mamografias e exames clínicos da mama e até mesmo pelo auto-exame diário e/ou mensal.

É importante ressaltar que as mamas são diferentes de uma mulher para outra e que as alterações podem ocorrer devido à idade, ao ciclo menstrual, gravidez, menopausa ou com a utilização de pílulas anticoncepcionais ou outros hormônios. Normalmente as mamas são um pouco granulosas e desiguais. É também comum que as mamas das mulheres estejam ingurgitadas e sensíveis um pouco antes ou durante o período menstrual.

Deve-se lembrar que um auto-exame mensal não substitui a mamografia de triagem ou os exames clínicos de mama realizados por profissional da saúde em mulheres acima de quarenta anos.

Uma mamografia de triagem é a melhor ferramenta disponível para detectar precocemente o câncer de mama, antes mesmo do surgimento de sintomas. Estudos demonstram que a realização de mamografia de triagem diminui o risco de morte pelo câncer de mama.

A detecção precoce de um tumor não é uma garantia de que a mulher terá a sua vida preservada. Alguns cânceres de crescimento rápido já podem ter apresentado disseminação para outras partes do corpo antes de terem sido detectados. (Fonte: R7 Notícias)

Afinal, qual é o Dia do Jornalista?

Dia 29 de janeiro e dia 7 de abril, vários colegas se parabenizavam pelo dia do jornalista. Afinal, que dia é o nosso dia? Bem, considerando o desemprego e os baixos salários, poderíamos até ter mais motivos para comemorar, mas datas não faltam. Veja isso:

24 de janeiro
MUNDO – Dia de São Francisco de Sales, padroeiro da nossa profissão. Alguns calendários também chamam esta data como Dia do Jornalista Católico.

29 de janeiro
BRASIL – Este é o Dia do Jornalista mais popular e presente na maioria dos calendários. Há muitas versões, mas também muitas controvérsias, por isso não há uma boa explicação para essa data. Se souber de alguma, comente e nos conte.

16 de fevereiro
BRASIL – Dia do Repórter. Ao contrário do que o senso comum, repórter não é sinônimo de jornalista. A função de repórter é apenas mais uma das mais de dez que todos os jornalistas podem exercer.

28 de março
BRASIL – Dia do Revisor e do Diagramador.

7 de abril
BRASIL – Não é o mais popular, mas é o dia oficial. Foi instituído pela Associação Brasileira de Imprensa em homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, médico e jornalista, que morreu assassinado por inimigos políticos em São Paulo no dia 22 de novembro de 1830. O movimento popular gerado por sua morte levou à abdicação de D. Pedro I, no dia 7 de abril de 1831. Um século depois, em 1931, em homenagem a esse acontecimento, o dia 7 de abril foi instituído como o “Dia do Jornalista”.

3 de maio
MUNDO – Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, decretado pela ONU em 1993.

5 de maio
BRASIL – Dia Nacional das Comunicações.

Dia da Ascenção de Jesus
MUNDO – Nesta data a Igreja Católica celebra o Dia Mundial das Comunicações Sociais. A data varia de acordo com o calendário litúrgico e é sempre 40 dias após a Páscoa do Senhor.

1º de junho
BRASIL – Dia da Imprensa. Lembra a data de início de publicação, em 1808, do Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro, apesar de impresso em Londres.

2 de setembro
BRASIL – Dia do Repórter-Fotográfico.

8 de setembro
MUNDO – Dia Internacional do Jornalista. Neste dia, em 1943, faleceu Julius Fučík, jornalista tcheco que foi preso, torturado e executado por nazistas. Julius era membro do Partido Comunista da Tchecoslováquia.

10 de setembro
BRASIL – Já comemoraram o Dia da Imprensa nesta data, por causa da fundação, em 1808, da Gazeta da Imprensa, primeiro jornal impresso no Brasil. Quando descobriram que o Correio Braziliense começou primeiro, trocaram a data para o dia 1º de junho.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Quantidade de veículos com placas clonadas preocupa autoridades

Fotos: Ronaldo Modesto
Delegado Antonio Miranda Neto

Gerente Jales Pereira dos Santos

Despachante Ivanildo de Jesus dos Santos


O grande índice de denúncias relativas à clonagem de placa de veículos vem preocupando as autoridades policiais e de fiscalização de trânsito em Parauapebas. O pátio local da 20ª Sucursal de Polícia Civil se encontra lotado de veículos, entre carros e motos, apreendidos por estarem com placas adulteradas.

Procurado pela reportagem nesta sexta-feira (27), o delegado Antonio Miranda Neto, diretor da 20ª Sucursal de Polícia Civil no município, revelou que só no ano passado a delegacia local apreendeu, entre motos e automóveis, mais de 20 veículos com as placas clonadas de outros carros.

“Infelizmente, as regiões sul e sudeste do Pará são muito atrativas para este tipo de ilicitude”, enfatiza a autoridade policial, garantindo que muitos dos culpados por este tipo de crime estão respondendo na Justiça pelo crime que praticaram.

Antonio Miranda destaca a importância de os demais órgãos fiscalizadores como Detran, Polícia Rodoviária (estadual e federal) e Departamento Municipal de Trânsito e Transporte (DMTT) intensificarem diariamente nas rodovias e cidades blitze com o objetivo de identificar eventuais veículos com placas clonadas, checando não apenas a documentação, mas também o chassi, em caso de suspeitas.

Outra deficiência apontada pelo delegado para identificar a documentação ou veículo com suspeita de alguma adulteração é a demora da perícia na unidade local do Instituto de Criminalística Renato Chaves, que abriga o Instituto de Medicina Legal (IML), em virtude da falta de peritos fixos em Parauapebas.

Na avaliação de Jales Pereira dos Santos, gerente da agência do Detran em Parauapebas, este tipo de crime não ocorre somente no município, mas em todo o Brasil. Ele revela que o Detran tem recebido várias reclamações de donos de veículos se queixando que tiveram o carro multado em cidades onde eles nunca estiveram antes.

Jales Pereira ratifica a necessidade de haver fiscalização de veículos com mais intensidade na cidade, em operações que devam contar com agentes de todos os órgãos responsáveis pelos setores de trânsito e transporte.

O gerente da agência do Detran lembra, no entanto, que o proprietário de veículo lesado neste tipo de crime pode entrar em tempo hábil com recurso junto ao órgão para não pagar a multa sofrida pelo carro que usava ilegalmente o número de sua placa.

De acordo ainda com Jales Pereira, é necessário também que haja rigorosa fiscalização nas indústrias que têm autorização do Detran para confeccionar placas para veículos, “porque ninguém produz essas placas clonadas no quintal de casa”, observa.

À reportagem, o produtor de autoplacas Ivanildo de Jesus dos Santos, conhecido por “Neguinho”, conta que já foi abordado algumas vezes por pessoas querendo produzir placas, sem a competente apresentação do documento do veículo, mas ele garante que não atendeu ao suposto cliente.

“Neguinho” explica que a obrigação dele, na hora de fazer uma placa, é pedir a documentação do veículo, tirar uma cópia e arquivar para eventual fiscalização pelos órgãos competentes. (Ronaldo Modesto/Waldyr Silva)

Convênio viabiliza instalação de campus universitário em Parauapebas

Fotos: Waldyr Silva



Foi assinado na manhã desta sexta-feira (27), no auditório da prefeitura, um convênio celebrado entre a Prefeitura de Parauapebas, Universidade Federal do Pará (UFPA) e a mineradora Vale, para instalação do Campus Universitário da UFPA em Parauapebas.

De acordo com o prefeito Darci José Lermen (PT), o reitor da UFPA Carlos Edilson de Almeida Maneschy e o diretor da Vale em Carajás, Antônio Padovezi, que subscreveram o convênio, a implantação da nova unidade federal de ensino superior proporcionará o desenvolvimento não só do município de Parauapebas, mas, também, da região, com a diversificação da formação de profissionais e a melhoria de qualidade de vida social.

Além de auxiliar a prefeitura na elaboração do Projeto Executivo do Campus, a universidade interligará a unidade em Parauapebas à rede federal de ensino superior, possibilitando a oferta de cursos de graduação à população local e das cidades vizinhas.

Outra observação passada na solenidade de assinatura do convênio é que com a instalação do campus amplia-se a possibilidade de mão de obra qualificada em uma região estratégica para a Vale, onde a empresa concentra grande parte de sua operação e projetos.

CONTRAPARTIDA
No convênio, a prefeitura se compromete em repassar à UFPA as instalações do Centro Universitário de Parauapebas (Ceup), ceder área mínina de 30 mil metros quadrados para implantação do Campus Universitário, elaborar o Projeto Executivo do Campus Universitário, coordenar e executar as obras e comprar os equipamentos e mobiliário para a unidade universitária.

Cabe à Universidade Federal do Pará apoiar a prefeitura na elaboração do Projeto Executivo do Campus Universitário, integrar e interligar o campus à rede federal de ensino superior, celebrar escritura de doação do imóvel onde estará instalada a unidade da UFPA e receber e integrar ao seu patrimônio os bens móveis e imóveis, equipamentos e mobiliários do Campus Universitário.

Já a mineradora Vale fica responsável em aportar recursos na ordem de R$ 20 milhões para a construção do campus em Parauapebas e a acompanhar a execução das obras de construção da unidade de ensino superior.

Além dos consignatários que assinaram o convênio para instalação do Campus Universitário da UFPA em Parauapebas, a mesa que coordenou a solenidade foi composta, também, pelo vice-prefeito Afonso Araújo; secretário municipal de Educação, Raimundo Oliveira Neto; vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Wolner Wagner; e por representantes da classe estudantil.

Ao usar a palavra, os componentes da mesa destacaram a importância da implantação do Campus Universitário da UFPA em Parauapebas, lembrando a força estudantil, que vem lutando pela instalação de instituições federais de ensino para disponibilizar cursos superiores à comunidade do município e região.

Segundo informou o reitor da UFPA, Carlos Edilson Maneschy, as obras de construção do campus serão iniciadas tão logo o processo licitatório para contratação da empresa construtora seja concluído em todas as suas etapas.

Os novos cursos a serem ministrados pelo campus, pelo menos no primeiro momento, vão ser nas áreas de mineração, meio ambiente e engenharia civil, para então chegar a outros cursos, de acordo com a demanda.

A solenidade foi abrilhantada pela participação de uma orquestra musical oriunda da cidade de São Geraldo do Araguaia, que executou o Hino Nacional e outras canções.

No final da solenidade, o prefeito Darci Lermen, reitor Carlos Maneschy e o diretor Antônio Padovezi concederam entrevista coletiva à imprensa que cobria o evento, detalhando itens sobre o convênio celebrado entre as três instituições.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Número de usuários de internet móvel no país quase dobra em 2011

O número de usuários de internet móvel no país quase dobrou no ano passado. Dentre os novos assinantes de planos de acesso à rede, 99,8% são referentes à internet móvel – por meio de celulares, tablets e modem 3G. O percentual significa mais de 40 milhões de novos usuários. O aumento na quantidade de pessoas que acessaram internet por meio de conexão por telefonia fixa alcançou 22%, o que representa mais de 16 milhões de pessoas.

“A tendência, este ano, é aumentar ainda mais. As pessoas preferem ter um celular conectado à internet, para acessar de qualquer lugar”, frisou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao participar do programa "Bom dia, ministro", produzido pela EBC Serviços, em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência. “Temos, agora, de ter mecanismos para treinar e orientar as pessoas a entrar nesses ambientes digitais com muita velocidade. E também baratear planos e smartphones”, completou.

O ministro lembrou que uma das prioridades do governo para o setor é o Plano Nacional de Banda Larga e, com isso, baratear o preço das assinaturas de internet. “É absolutamente importante para o desenvolvimento do país. As pessoas têm de ter acesso às informações. Isso ajuda no processo educativo e de difusão cultural, além de melhorar a produtividade no trabalho”.

Para isso, governo e operadoras fizeram acordo para que a banda larga popular fosse ofertada aos usuários. Segundo o ministro, empresas de telefonia móvel e fixa aderiram à proposta. “Não colocamos dinheiro público nisso. As empresas assumiram o compromisso de ofertar esse serviço”, declarou o ministro.

O preço cobrado pela internet poderá ficar em R$ 29,90. Segundo o ministro, a ideia é reduzir as diferenças de preço cobradas em diversas partes do país. “Precisamos fazer avançar esse plano em todo o Brasil. No Amapá, custa R$ 250 a mesma conexão que você tem em São Paulo por R$ 29,90”, explicou Paulo Bernardo, acrescentando que a competição entre as empresas poderá fazer os preços cair ainda mais.

O governo deverá ainda tratar da internet na área rural. A previsão do ministro é que em abril seja divulgada a licitação. O acesso à internet nessas áreas será feito com tecnologia de rádio. (Fonte: Agência Brasil)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Enchente

by J.Bosco

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Prévias do PT levam Milton e Coutinho ao segundo turno

Os cinco candidatos
Fotos: Waldyr Silva
Apuração dos votos

Nilson Dias, Milton Zimmer e José Coutinho
Depois de dois calorosos debates, um no dia 19 (quinta-feira), na Vila Palmares II, e o outro na sexta-feira (20), na Câmara Municipal, o Partido dos Trabalhadores (PT) realizou em Parauapebas, durante todo o dia e parte da noite do último domingo (22), eleições prévias para escolha de candidato para concorrer ao pleito de prefeito do município nas eleições deste ano.

Cinco candidatos concorreram às prévias do PT: Antônio Neto (secretário municipal de Habitação), Euzébio Rodrigues (vereador), José das Dores Coutinho (secretário municipal de Obras), Leônidas Mendes (professor e assessor da prefeitura) e Milton Zimmer (deputado estadual).

Dos 512 membros do PT aptos a votar, 452 compareceram à sede do diretório do partido e depositaram na urna 12 votos (2,6%) para o vereador Euzébio Rodrigues, 14 (3,1%) para o secretário Antonio Neto, 94 (20,8%) sufrágios para o professor Leônidas Mendes, 122 (27%) para o deputado Milton Zimmer e 210 (46,5%) votos ao secretário José Coutinho.

Com este resultado, os pré-candidatos Milton Zimmer e José Coutinho, dois mais votados nas prévias, vão a segundo turno no próximo dia 5 de fevereiro, para que definitivamente seja escolhido o nome do candidato do PT que vai concorrer às eleições deste ano ao cargo de prefeito de Parauapebas.

DEBATES
O primeiro debate ocorreu na sexta-feira (20), em Palmares II, com a presença de quatro dos cinco candidatos. Milton Zimmer não compareceu por motivos justificados por sua assessoria. Já o segundo debate, no sábado (21), ocorreu no auditório da Câmara Municipal com todos os candidatos presentes.

Nos dois debates, os filiados ao partido puderam participar e fazer perguntas aos cinco pré-candidatos a prefeito, que responderam aos questionamentos da plateia.

SEGUNDO TURNO
Após a proclamação oficial do resultado das prévias, repassado à imprensa por volta das 20h20 de domingo (22), o deputado estadual Milton Zimmer declarou à reportagem que a partir de agora iria manter diálogo com as demais tendências do PT, visando agregar apoio para que ele saia vitorioso na eleição do próximo dia 5 de fevereiro e com isso concorrer como candidato a prefeito de Parauapebas.

Por seu turno, o secretário José Coutinho avaliou o resultado como bastante coerente, fazendo referência ao respeito que ele disse ter ao “companheiro Milton Zimmer, que nós escolhemos como deputado estadual”.

Seguindo o exemplo de Milton, Coutinho ratificou que a partir desta segunda-feira estaria conversando com os demais candidatos das prévias e militantes do partido, visando conquistar o segundo turno das prévias do PT.

Buraqueira na PA 275 e BR 155 provoca transtornos para região

Fotos: Ronaldo Modesto

A situação precária de trafegabilidade nas estradas, rodovias e BRs localizadas nas regiões sul e sudeste do Pará vem provocando vários acidentes com vítimas fatais. Muita gente que sai via rodoviária do Estado do Tocantins, atravessa o rio Araguaia, por meio de ponte ou balsa, e entra no Estado do Pará, se lastima do estado precário das estradas.

Diferentes da conservada malha viária do Estado do Tocantins, as estradas paraenses são desprovidas de placas indicativas, meio-fios e acostamentos, além de apresentar enormes buracos na pista asfáltica, situação que vem contribuindo com o aumento da estatística de acidentes com vítimas fatais.

Já se tornou comum a presença de famílias, inclusive crianças menores de idade, arriscando a vida na rodovia PA 275, entre Parauapebas e Eldorado do Carajás, e na BR 155, entre Eldorado do Carajás e Marabá, utilizando ferramentas manuais para aterrar pontos críticos da buraqueira existente nas duas importantes estradas, em truca de alguns trocados dos motoristas.

A dona de casa Valda da Luz, que na manhã desta segunda-feira (23) se encontrava com dois filhos menores arrumando um trecho crítico da rodovia PA 275, entre Parauapebas e Curionópolis, justificou à reportagem que faz o serviço voluntário com a intenção de evitar acidente na estrada e também para garimpar algum dinheiro das pessoas caridosas que passam por ali.

“Faço este serviço porque sou desempregada, não tenho marido e tenho seis filhos menores pra criar. Alguns motoristas reconhecem e dão uma ajudazinha pra gente, mas outros xingam a gente de vagabundo e mando a gente procurar emprego”, revela a dona de casa. (Ronaldo Modesto/Waldyr Silva)

Coluna Linha Cruzada (24 e 25/01)

A menos de 30 dias para o carnaval 2012, em Parauapebas os preparativos para realização da tradicional festa de rei momo ainda não são vistos nos barracões das escolas de samba da cidade. /// Confiando sempre na “rica mãe prefeitura”, em Parauapebas dirigentes de blocos carnavalescos e de escolas de samba não costumam realizar atividades durante o ano para arrecadar fundos e aplicar nas despesas que as agremiações precisam para colocar os foliões na avenida. /// No ano passado, houve ameaça de cancelamento da festa, pois os recursos a ser repassados pela prefeitura demoraram muito a chegar às escolas e blocos, fato que provocou muita revolta e reclamação dos dirigentes carnavalescos. /// Em 2011, o desfile das escolas de samba Acadêmicos do Liberdade, Sol Nascente e Eles e Elas, na última noite de apresentação, foi marcado por protesto promovido pelos carnavalescos das três agremiações contra o secretário municipal de Cultura, Cláudio Felipeto Feitosa. /// Durante o desfile, os carnavalescos gritavam em protesto palavras de ordem como “Fora, Cláudio” e “Não deixe o samba morrer”, e exibiam na avenida vestimentas na cor preta e fantasias mal-acabadas, alegando que a verba repassada às escolas de samba não chegou a tempo de os foliões aprontarem as fantasias e carros alegóricos. /// No ano passado, o secretário de Cultura chegou a informar que no carnaval de 2012 seria exigido que toda escola de samba estivesse legalizada (com inscrição no CNPJ etc.) para acessar recursos públicos junto à prefeitura. /// As escolas de samba deveriam seguir critérios a serem estabelecidos pela prefeitura, num cronograma que previa datas para apresentação pública de sinopse do enredo, pesquisa para desenvolvimento do enredo, apresentação do samba enredo e descritivo da estrutura que a escola estaria propondo para contar sua “história” na avenida. /// Ficou estabelecido também que o primeiro repasse de verbas às escolas aconteceria até 15 de dezembro de 2011 e a complementação em duas novas datas, que seriam em janeiro de 2012, mas até agora os carnavalescos garantem que não receberam um só centavo. /// Para este ano, a Liga das Agremiações de Blocos e Escolas de Samba de Parauapebas (Liabesp) está exigindo da prefeitura, para cada uma das cinco escolas de samba, a ajuda de R$ 36 mil e ainda a responsabilidade de mandar confeccionar os abadás para os onze blocos carnavalescos cadastrados junto à Liabesp. /// No tema política, Fábio Sacramento, que atualmente assessora a Secretaria Municipal de Habitação, declarou-se pré-candidato a vereador pelo PMDB nas eleições deste ano. /// Junto com João Fontana (chefe-de-gabinete do Prefeito Darci), Odilon Rocha e Francis Rezende (vereadores), Fábio Sacramento pretende brigar por uma das prováveis 17 vagas na Câmara Municipal em 2012. /// Em Curionópolis, uma cartilha explicativa sobre a criação do holding, empresa que será criada pelos garimpeiros sócios da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), durante a assembleia geral da Coomigasp marcada para o dia 29 deste mês, já começaram a ser distribuídas em São Luis, Santa Inês e Presidente Dutra, no Maranhão. /// Semana passada, foram enviadas cartilhas para todas as delegacias regionais da Coomigasp nos estados do Pará, Tocantins, Piauí e Brasília. Foram impressos 40 mil exemplares. /// Por hoje é só.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Redução da maioridade penal aguarda inclusão na pauta do plenário do Senado

O primeiro item da lista de matérias prontas para votação no plenário do Senado em 2012 é a proposta de emenda à Constituição 20/99. Pela proposição, o jovem com idade entre 16 e 18 anos que delinquir será criminalmente responsabilizado, desde que comprovada sua capacidade de entender a ilicitude do seu ato.

A matéria trata de um dos assuntos que mais suscitou iniciativas, debates, adiamentos e indignação no Senado nos últimos anos. Toda vez que um crime bárbaro cometido por menores alarmou o país - como o assassinato do menino João Hélio, arrastado em 2007 por um carro dirigido por adolescentes, no Rio de Janeiro -, a imputabilidade do menor voltou ao debate.

De autoria do ex-senador José Roberto Arruda, o texto chegou ao plenário na redação proposta pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que já foi procurador da Justiça e secretário de Segurança Pública de Goiás. A tese de que a criminalidade entre os jovens tem, entre outras causas, a miséria foi um dos motivos de resistência à aprovação da proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Invocando sua experiência em segurança pública, Demóstenes Torres sustentou, durante o exame da PEC naquela comissão, que a criminalidade é um assunto de fundo moral. Para ele, um jovem entre 16 e 18 anos tem plena capacidade de identificar o ato criminoso e a pobreza não é causa determinante da criminalidade.

"Eu também já acreditei nisso, mas encontrei a estrada de Damasco. Se assim fosse, como explicar o crescimento da criminalidade entre jovens ricos?", argumentou Demóstenes, quando a matéria foi votada na CCJ.

A PEC 20/99 determina que são inimputáveis os menores de 16 anos, sujeitos às normas da legislação especial. A proposta altera o artigo 228 da Constituição, acrescentando-lhe também um parágrafo único para determinar que os menores de 18 e maiores de 16 anos estarão sujeitos ao seguinte tratamento:

I - somente serão penalmente imputáveis quando, ao tempo do crime, tinham plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato, atestada por laudo técnico;

II - cumprirão pena em local distinto dos presos maiores de dezoito anos;

III - terão a pena substituída por medida socioeducativa, desde que não estejam incursos em crimes inafiançáveis. (Teresa Cardoso / Agência Senado)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Brasil tem 58 milhões de acessos à banda larga fixa e móvel

O Brasil alcançou em 2011 a marca de 58 milhões de acessos à banda larga fixa e móvel, o que representa um aumento de quase 70% em relação a 2010. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), divulgado no final de semana, apenas no ano passado foram ativados 23,4 milhões de novos acessos.

Segundo a Telebrasil, o número de acessos à banda larga móvel quase dobrou, passando de 20,6 milhões em 2010 para 41,1 milhões no ano passado e chegando a 2.650 municípios onde residem 83% da população brasileira. A banda larga fixa teve crescimento de 20,6%, com 2,8 milhões de novos acessos e chegando a 16,7 milhões no final do ano.

Do número total de acessos à banda larga móvel, 7,9 milhões são por modems de acesso à internet e 33,2 milhões por telefones celulares de terceira geração (3G), incluindo os smartphones (telefones com funções de computador), cujo crescimento atingiu 128% em um 2011. O número de modems cresceu 31%.

A associação informou que a expansão da banda larga móvel em 2011 foi feita numa velocidade média de 3,7 municípios por dia, levando a rede 3G a mais 1.363 cidades, que se somam às 1.287 que já tinham o serviço no fim de 2010.

Com relação à competição entre prestadoras dos serviços, que tende a melhorar a qualidade do que é oferecido ao cliente, o levantamento mostra que 54% da população vive em cidades onde há pelo menos três operadoras de banda larga móvel. (Fonte: Agência Brasil)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Greve: Bombeiros e PMs de Parauapebas paralisaram parcialmente atividades

Fotos: Ronaldo Modesto



Os comandos das unidades do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar em Parauapebas garantem que as duas corporações não aderiram em 100% ao movimento grevista das categorias iniciado em Belém.

Em declarações prestadas nesta sexta-feira (20) à reportagem do CT, o major Luís Cláudio Farias, comandante do Corpo de Bombeiros, informou que até a última quinta-feira (19) a guarnição se encontrava de sobreaviso, dependendo de Belém para saber se a corporação local do Corpo de Bombeiros aderia ou não à greve.

Segundo revelou o comandante, na noite de anteontem (19) ele foi informado que em Belém parte do movimento grevista aceitara uma contraproposta do Governo do Estado, e por isso os bombeiros descartaram a possibilidade de paralisar as atividades da corporação em Parauapebas.

“Dentro das propostas apresentadas pelo governo aos militares, ficou acertado que os policiais (Bombeiros e PMs) lotados no interior do estado vão ter assegurada no contracheque a gratificação de 50% do soldo (salário) base dos policiais, entre outras vantagens conquistadas, mesmo que depois de 10 anos no interior retorne para a capital”, explica major Luís Cláudio, adicionando que antes desta conquista quem retornava do interior para Belém perdia a gratificação.

Por sua vez, o major Sérgio Pastana, subcomandante do 23º BPM em Parauapebas, assegura que o quartel não chegou a paralisar em 100% as atividades da Polícia Militar em Parauapebas, mas apenas alguns casos isolados.

O subcomandante acrescenta que na tarde de quinta-feira (19) alguns policiais se deslocaram até o quartel para se informar com advogado da associação da categoria sobre o movimento grevista que estava ocorrendo em Belém e em outros municípios do estado.

“Ontem mesmo (quinta-feira) à noite, fomos informados que a proposta feita pelo governo tinha sido aceita pela maioria do comando grevista em Belém. Então, repassamos a informação à tropa e ordenamos para todos estarem a postos no quartel nesta sexta-feira (20)”, frisa o major Sérgio Pastana.

Embora o subcomandante local da PM assegure que não houve paralisação dos policiais militares em Parauapebas, a reportagem verificou que várias viaturas, entre automóveis, caminhonetes e motos, se encontravam estacionadas nas garagens do quartel na quinta e sexta-feira.

Outra informação chegada até a reportagem dava conta que os policiais que chegaram a sair às ruas da cidade desligaram seus radioamadores e não atenderam a nenhuma ocorrência. (Ronaldo Modesto/Waldyr Silva)

Correndo a São Sebastião – nº 49

Cláudio Rezende (Carajás) - “O sol já raiou...”. Esta é a música do celular despertando às 6 h da manhã, para me preparar à corrida. Saio de carro. Antes, uma parada na padaria para um rápido café da manhã: café com leite e um queijo quente. Pra mim, o dia só começa depois de um delicioso café com leite, mesmo que não tenha nada, além disso.

06h45. Pego a estrada para Parauapebas, ou Pebberllyhills, como costumo brincar nas aulas de inglês. Tudo tranquilo. Nenhuma árvore na estrada, e o trânsito flui normalmente. A chegada em Parauapebas é marcada por um pequeno contratempo. Chego à casa da minha prima, para talvez conseguir que seu filho me leve até o local da largada (próximo ao viaduto, pátio da Sefa), e ninguém atende à campainha, e nem ao celular.

07h30. Sem ninguém para trazer o carro de volta do local da largada, decidi deixá-lo no estacionamento da rua A, em frente à praça da Igreja São Sebastião, e pegar um mototáxi até o local da corrida.

07h45. Já no pátio da largada, atletas por todos os lados se aqueciam e se concentravam. Cumprimento os que eu conhecia e trocamos palavras de apoio e expectativa. Comentamos sobre os atletas de ponta, que se destacam nas provas que participam. As pernas com músculos mais salientes geralmente indicam que o dono tem muita experiência e já participou de inúmeras corridas. É neste cenário que começo também a me alongar e aquecer, com pausas para fazer xixi – mais pausas do que gostaria de admitir. Acho que deve ter algo a ver com o nervosismo e a tensão antes da prova.

08h30. O sol já começa a desafiar os ânimos mesmo dos mais determinados. A organização da prova pede para que os corredores se reúnam para uma rápida bênção feita pelo padre Hudson, seguida pelo sempre poderoso “Pai-Nosso”. Preparamos-nos para a largada. Acho que já são quase 9 h. Finalmente, é dada a largada...

Agora, é cada um por si mesmo. Correr é uma arte. A arte de se superar e ir além de suas limitações e medos. No meu caso, superar a dura realidade de não estar suficientemente preparado. De ter sido acometido por uma lesão na panturrilha no final do ano e uma tosse que insiste até o presente momento em me atormentar. Talvez sejam só desculpas para justificar um provável mau desempenho. Melhor do que aquelas vezes em que simplesmente não temos a coragem de participar.

Assisto pacientemente enquanto o pelotão de elite, e alguns mais afobadinhos, disparam na frente e se distanciam de mim como se eu não estivesse correndo também. “Tenho muito a melhorar”, penso comigo. Aos poucos me aproximo de um corredor; “Vamos lá!”, digo, e começo a me distanciar. É uma sensação boa quando conseguimos alcançar e ultrapassar alguém. Mas ainda é muito cedo pra saber se vou conseguir manter o ritmo.

Próximo à Rua do Comércio, dois corredores me acompanham. Um deles diz para respirar fundo porque uma rampa se aproxima. Maldita Rua do Comércio. Deveria ser chamada de “Destruidora de sonhos”, “Quebra pernas”, “Sufoca coração” ou qualquer coisa do gênero. Os dois corredores se distanciam de mim. Quem quer acompanhar uma tartaruga?

Água? Agora não. Só descarto a primeira das três fichas de controle e desço a Rua Rio de Janeiro. “Cidade Maravilhosa”, rua maravilhosa. Uma longa descida para acalmar os nervos e músculos. Deu até pra cumprimentar meu amigo Jair. A Rua P já não foi tão generosa. Tudo que é bom dura pouco mesmo! Água? Agora não. Só descarto a segunda ficha de controle e sigo na 16. Meu amigo e irmão João grita: “Vai lá, Claudinho”, mas o cansaço não me permitiu olhar para trás. Só levantei a mão num aceno medíocre.

PA 275 novamente. Desta vez, pego água na rotatória, mas não bebo ainda, pois subindo é difícil engolir. Ouço fogos e me dou conta de que os companheiros mais rápidos já cruzaram a linha de chegada. Que lerdeza a minha! Atravesso a Rua 10, bebo um pouco d’água e me refresco com o resto, despejando sobre a cabeça e pescoço.

Viro na Rua 3 e logo percebo competidor se aproximando. Mantenho o ritmo e ele me passa. Era um grandalhão de pernas fortes. Penso comigo: “Sou mais leve e estou perdendo. Que despreparo!”.

Esquina da Rua A. Água? Não mesmo. Só descarto a última ficha. Que rua longa! A 10 ainda está tão distante. Já havia me convencido uma dezena de vezes a não desistir, a continuar correndo, mesmo que fosse ao modo tartaruga, a cruzar a linha de chegada. Tenho de chegar. O grandão continua na minha frente, mas próximo. Pessoas gritam meu nome de dentro de dois veículos. Acho que eram meus cunhados Natan e Joel. Torcedora alegre do lado oposto ao do Ceup acena e grita. Ainda consegui ativar o aceno medíocre.

Rua 10 chegando. Grandão ainda na minha frente. Ânimos um pouco melhores. Plano de ultrapassagem em mente. Contorno a Rua 10 e acelero um pouco. Não sei de onde veio esta força, mas é bem-vinda. Grandão não acelera. Passo dele e continuo aumentado o ritmo.

Chego à Rua D e grandão não é mais uma ameaça. Os últimos metros são sempre os melhores. Uma voz anuncia a minha chegada. A multidão faz barulho. Os fotógrafos se posicionam. É hora de mostrar que somos corredores mesmo e não deixar o cansaço transparecer. Consigo levantar os braços em comemoração e cruzar a linha de chegada. Que alívio. Caminho um pouco pra cá e pra lá. Pego um copo d’água. Preciso me sentar e respirar. Bebo um pouco e jogo um pouco sobre a cabeça. Preciso me deitar para me recuperar mais rápido. Uma atleta pergunta se estou bem e oferece levantar e balançar minhas pernas. Oferta mais do que aceita. Ajudou muito. Depois me levanto e começo a trocar ideia com os outros corredores: qual a colocação, tempo de corrida, os “quases” de cada um etc.

Ficamos realmente felizes com o resultado dos colegas. Mesmo dos que chegam à frente da gente. Sabe por quê? Porque a disputa é individual.

Resultado. Não consegui me classificar no geral, mas fiquei em quinto dentre os corredores do município. Foi muito bom ouvir uma voz chamando meu nome para subir ao palco e receber a premiação. Acho que qualquer um se sentiria assim, até mesmo a Luiza que estava no Canadá.

Atletas de Imperatriz dominam corrida de São Sebastião

Fotos: Carlos Campos e Waldyr Silva


Os atletas maranhenses Carlos Nascimento (nº 52) e Dayana Fernandes (nº 21), ambos de Imperatriz (MA), são os grandes campeões da VIII Corrida de São Sebastião, ao se classificarem em primeiro lugar geral nas categorias masculino e feminino da competição, nesta sexta-feira (20), feriado municipal, em Parauapebas.
Na categoria especial para deficientes visuais, o destaque ficou com Raifran Mesquita (nº 40). O evento marca os festejos de São Sebastião, santo padroeiro do município.
O segundo e terceiro lugares na categoria feminino ficaram com as corredoras Maria Gardênia (nº 12) e Rosimeire Miranda (nº 23), enquanto que no masculino foram classificados em segundo e terceiro lugares os atletas Ismael Martins (nº 35) e Humberto Silva (nº 01).
No geral masculino, categoria acima de 40 anos, os três primeiros classificados são os atletas João Batista (nº 38), Renato Gomes (nº 44) e Emival Santos (nº 41). Já no geral feminino, mesma categoria, as corredoras que conquistaram as três primeira colocações são Sirlene Souza (nº 36), Celeste Maria (nº 30) e Maria Joaquina (nº 19).

Na categoria masculino, faixa etária de 16 a 39 anos, para atletas residentes em Parauapebas, os três primeiros classificados são os maratonistas Humberto Silva (nº 01), Genivaldo Silva (nº 02) e Evaldo Gomes (nº 13). Na mesma faixa etária, categoria feminino, as atletas que constaram até a terceira locação são Maria Gardênia (nº 12), Rosimeire Miranda (nº 23) e Cilvanilde Alves (nº 48).

Cerca de 40 atletas da cidade e de outros municípios e estados participaram da corrida, num percurso aproximado de 9 quilômetros, cortando os principais bairros da cidade, com largada às 8h30 da manhã no viaduto localizado na saída da cidade e chegada na Praça Mahatma Gandhi, Bairro Cidade Nova.

A organização do evento premiou os classificados na corrida num total de R$ 8.600,00 em dinheiro, mais medalhas, sendo R$ 500,00 para primeiro lugar, R$ 300,00 para segundo e R$ 200,00 para terceiro nas categorias geral feminino, geral masculino, feminino acima de 40 anos, masculino acima de 40 anos e na categoria especial.

Nas categorias feminino e masculino, para atletas de Parauapebas na faixa de 16 a 39 anos, a premiação foi R$ 700,00, R$ 500,00, R$ 300,00, R$ 200 e R$ 100,00, respectivamente, para classificados em primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto lugares.

O padre Hudson, representante da paróquia, discursou antes de começar a entrega da premiação, agradecendo a participação dos atletas e de toda comunidade pelo empenho nos festejos do padroeiro. Em seguida, o secretário municipal de Esporte e Lazer, Anderson Moratorio, agradeceu pela participação de todos os competidores, comentou a respeito da premiação diferenciada aos competidores locais, como forma de incentivo ao esporte.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Comando

by J.Bosco

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Coluna Linha Cruzada (19 e 20/01)

Em alusão ao Dia do Enfermo (14 de janeiro), foi realizado na última segunda-feira (16) um culto ecumênico no pátio interno do Hospital Municipal “Theófilo Soares”, com a presença de pacientes, familiares, servidores, representantes religiosos e da prefeitura. /// O culto contou com a participação da igreja católica, representada pelo padre Hudson, e da igreja evangélica Assembleia de Deus Missão, pelo pastor Pedro, que ministraram a palavra de Deus e fizeram oração. /// O momento religioso foi uma forma de ajudar os enfermos a se sentirem um pouco melhor, dar esperanças e forças para vencer a doença, oferecendo um momento de atenção e carinho aos pacientes. /// As chuvas voltaram a castigar o município de Parauapebas, onde a Coordenadoria de Defesa Civil já começa a se mobilizar para atender às famílias que moram em áreas baixas da cidade e são atingidas pela enchente do rio Parauapebas e igarapé Ilha do Coco. /// Com o tempo úmido, por causa das chuvas, os mosquitos que provocam dengue se reproduzem com mais intensidade, colocando o município de Parauapebas como campeão em casos da doença. /// Por esse motivo, o Ministério da Saúde vem alertando que os municípios de Parauapebas, Marabá, Dom Eliseu e Tucuruí têm alto risco de surto de dengue. /// No próximo domingo (22), o Partido dos Trabalhadores (PT) realiza em Parauapebas prévia para a escolha do candidato oficial do partido para concorrer à sucessão do atual prefeito Darci José Lermen. /// Cinco candidatos estão inscritos para concorrer às prévias: Antônio Neto (secretário municipal de Habitação), Euzébio Rodrigues (vereador), José das Dores Coutinho (secretário municipal de Obras), Leônidas Mendes (professor e assessor da prefeitura) e Milton Zimmer Schneider (deputado estadual). /// Cento e quinze filiados do PT estão aptos a votar nas prévias no próximo domingo. /// Segundo consta, os nomes do prefeito Darci Lermen, Hernandes Margalho (secretário municipal de Finanças) e da primeira-dama do município, Odilza Lermen, não estariam entre os filiados aptos a votar, por falta de pagamentos de suas mensalidades. /// O secretário de Habitação da Prefeitura de Parauapebas, Antonio Pereira Neto, não perdeu a oportunidade, mesmo em época proibida, de fazer política na última terça-feira (17), por ocasião de sorteio do endereço das mil pessoas contempladas com casas populares construídas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). /// No final do discurso de Antonio Neto, o mestre de cerimônia sugeriu que o publico presente aplaudisse o secretário de pé, o que foi aceito. /// E por falar em governo municipal, o prefeito Darci Lermen ainda não perdeu o medo de se encontrar com o povão que o elegeu, pois deixou de comparecer ao ginásio poliesportivo onde o sorteio das casas ocorreu, onde se encontravam cerca de mil pessoas. /// Prócer político comentou com a coluna que no ginásio o alcaide não seria vaiado, como ocorreu na festa pública do réveillon, no Parque de Exposições Agropecuárias, até porque as pessoas estavam ali no ginásio na terça-feira (17) para receber benefício da prefeitura municipal. /// Por hoje é só, leitor.

Sorteados endereços de imóveis para famílias beneficiadas com PAC

Fotos: Ronaldo Modesto e Waldyr Silva



Finalmente, depois de uma espera de mais de dois anos, com muita checagem de documentos e análise da situação socioeconômica dos mutuários, a Prefeitura Municipal de Parauapebas (PMP) e a Caixa Econômica Federal (CEF) fizeram, na última terça-feira (17), o sorteio da localização de endereço das mil famílias habilitadas a receber unidade habitacional no Bairro dos Minérios, por meio do programa “Minha casa minha vida”, do governo federal, vinculado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Naquela oportunidade, foram distribuídas aproximadamente 30 mil senhas para a população se inscrever ao programa de habitação do governo federal. Dessa quantidade de senhas, foram cadastradas cerca de 20 mil pessoas interessadas em adquirir casa própria. Dos 20 mil cadastros, foram selecionadas 9.522, que concorreram aos primeiros mil imóveis construídos em Parauapebas e que vão ser entregues no próximo mês de março.

O sorteio da localização das casas aos candidatos que tiveram seus cadastros aprovados ocorreu no ginásio poliesportivo do Bairro Beira Rio, com a presença de representantes da prefeitura, da Caixa e das cerca de mil pessoas beneficiadas com o programa do governo federal.

Depois dos discursos políticos, foram sorteados, um a um, o nome do beneficiado e o endereço de localização do imóvel (quadra e lote) a ser ocupado pelo mutuário da Caixa Econômica Federal.

À medida que o locutor ia sorteando o nome das pessoas e informando quadra e lote da casa, o público presente, sentado em cadeiras distribuídas na quadra coberta do ginásio, batia palmas em agradecimento ao benefício.

As donas de casa Maria de Nazaré Fernandes de Oliveira e Eva Ferreira de Sousa foram as duas primeiras pessoas a serem sorteadas com a localização das casas onde a partir do mês de março vão passar a morar.

As pessoas beneficiadas com o programa habitacional do PAC vão pagar o imóvel em 120 parcelas (dez anos) no valor, cada uma, de 10% do orçamento da renda familiar.

O período de assinatura dos contratos entre a Caixa Econômica e as mil famílias selecionadas, bem como a entrega das chaves e do kit morador (torneiras, lâmpadas externas e sifão do tanque), serão de 23 de fevereiro a 23 de março, quando então os imóveis vão começar a ser ocupados pelos novos moradores.

PROCESSO
A prefeitura entrou na parceria com o programa “Minha casa, minha vida” como agente fiscalizador, enquanto a CEF se responsabilizou pela execução da construção das casas, por meio da empresa HF Engenharia, com apoio da Fundação Vale, que prometeu o repasse de R$ 2 milhões para a construção de uma escola e um posto de saúde, para atender aos moradores das mil casas construídas no Bairro dos Minérios, localizado às margens da rodovia PA-160.

Segundo Antonio Pereira Neto, secretário municipal de Habitação, o bairro é planejado com luz elétrica, água tratada e uma mini-estação de tratamento de esgoto, para a comodidade e bem-estar da população que irá residir no conjunto habitacional.

O programa investiu 40 milhões de reais para atender ao déficit habitacional da cidade, numa área de 99 hectares. As pessoas beneficiadas com o projeto contarão com ruas pavimentadas, área social, com espaço de lazer e área ambiental, uma preservação ao meio ambiente no meio do loteamento.

São residências de cunho social, em uma área de 40 m², com sala, cozinha, dois quartos, banheiro, área de serviço e um projeto de ampliação, que permite o proprietário transformar em quatro quartos.

Após o processo de triagem, as famílias foram divididas em grupos classificados de acordo com a renda, sendo distribuídos da seguinte forma: primeiro grupo (prioritário) - famílias que recebem entre 0 e 3 salários mínimos; segundo grupo - rendimentos entre 3 e 6; e o terceiro grupo com renda de 6 a 10 salários mínimos.

Moradores do Bairro Novo Brasil querem energia legalizada

Fotos: Jéssica Borges

Aldeci Araújo
As ligações clandestinas de energia elétrica em invasões de Parauapebas são cada vez mais comuns. Além de ser crime, a prática ilegal conhecida popularmente por “gato” causa grandes problemas a quem a utiliza, como também aos consumidores regulares.

Por causa dos prejuízos, os moradores da invasão do Bairro Novo Brasil querem agora que a empresa responsável pelo serviço regularize a situação. Dizendo-se moradora do bairro há 11 anos, a dona de casa Aldeci Araújo conta que a comunidade já entrou em contato com a empresa e solicitou a regularização do serviço. “Queremos ter energia de qualidade e vamos pagar por isso”, destacou, afirmando que os eletrodomésticos estão queimando com frequência em razão da oscilação na energia elétrica.

Elzir Alves também reclama da situação, revelando que recentemente teve televisor, ventilador, geladeira e uma antena parabólica queimados por causa da ilegalidade. “A gente já não tem nada e ainda perde o pouco que tem. Queremos muito que essa situação seja resolvida o mais breve possível”, relatou a moradora.

Para Sebastião Fernandes, operador de máquinas pesadas, a situação é emergencial. “A empresa ainda não enviou nenhum técnico aqui para fazer a regularização, e quando aparece alguém é para cortar os gatos. O problema é que mesmo eles cortando, há sempre alguém para religar, mesmo correndo risco de vida. Precisamos, na verdade, que a energia seja legalizada”, completou.

A reportagem procurou na última terça-feira (17) a empresa responsável pelo serviço em Parauapebas. O gerente administrativo da Rede Celpa, Marivaldo Bezerra, disse que não estava autorizado a falar sobre o assunto, mas prometeu repassar o caso à Assessoria de Comunicação da empresa. (Jéssica Borges/Waldyr Silva)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Famílias gastam mais que o governo com saúde, indica IBGE

Embora os gastos do governo com bens e serviços de saúde tenham aumentado em ritmo mais intenso entre 2007 e 2009, as famílias continuam contabilizando despesas mais elevadas nesse setor. Entre os dois anos, as famílias brasileiras responderam, em média, por mais da metade (56,3%) desses gastos, o que representou cerca de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em todo o período. Já os gastos da administração pública aumentaram sua participação no PIB de 3,5% para 3,8% entre os dois anos.

Os dados fazem parte da pesquisa Conta Satélite de Saúde, divulgada nesta quarta-feira (18), no Rio, peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento traz informações sobre a produção, o consumo e o comércio exterior de bens e serviços relacionados à saúde, além de dados relacionados ao trabalho e à renda nas atividades que geram esses produtos.

De acordo com o estudo, as famílias gastaram, em 2009, R$ 157,1 bilhões em bens e serviços de saúde, enquanto a administração pública desembolsou R$ 123,6 bilhões com o mesmo setor. Já as instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias gastaram R$ 2,9 bilhões (0,1% do PIB). Dessa forma, o consumo de bens e serviços de saúde naquele ano representou 8,8% do PIB total do país, alcançando R$ 283,6 bilhões.

Em 2009, as principais despesas de consumo final das famílias foram com outros serviços relacionados com atenção à saúde, como consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais (36,3% do total) e com medicamentos para uso humano (35,8%). No caso da administração pública, 66,4% do total foi gasto com saúde pública. As despesas em unidades privadas contratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) responderam por 10,8% e os medicamentos para distribuição gratuita representaram 5,1% dos gastos. (Fonte: Agência Rio)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pai desesperado procura filha desaparecida desde 8 de janeiro

Álbum de família
Josiane Alves da Silva

Ronaldo Modesto
Benedito Manoel da Silva
Benedito Manoel da Silva, morador no Residencial Amazonas, em Parauapebas, procurou na manhã desta segunda-feira (16) a reportagem para denunciar o desaparecimento da filha Josiane Alves da Silva, 28 anos, solteira, que saiu de casa no domingo (8) retrasado e nunca mais voltou.

Visivelmente desesperado pelo desaparecimento da filha, Benedito Manoel da Silva contou à reportagem que Josiane Silva saiu de casa, no Residencial Amazonas, por volta das 16h50 do dia 8 de janeiro para pegar uma van e ir à igreja Testemunhas de Jeová, no Bairro da Paz, e nunca mais apareceu.

Benedito Silva descreve a filha como uma moça muito dedicada à igreja e também à família. Disse que a jovem já foi noiva, mas ultimamente estava sem namorado. “O ex-noivo dela mora em São Luís (MA), é da mesma igreja da gente e está muito sensibilizado com o desaparecimento de minha filha”, frisou o pai de família.

Ele pede que qualquer contato sobre o paradeiro de Josiane Alves da Silva pode ser feito para os telefones (94) 8108-2222, 8124-1831, 8135-3143, 8141-4522, 8806-4781 e 3346-5641, que a pessoa será recompensada em dinheiro. (Ronaldo Modesto/Waldyr Silva)

Agentes prisionais lamentam falta de atendimento médico para presos

Fotos: Ronaldo Modesto
Agentes Jó Melo, Nicélia Mayra e Gildásio Moura

Katiúscia Lima
Os agentes prisionais vinculados à Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), lotados em Parauapebas, reclamam que os cerca de 100 detentos custodiados na carceragem municipal da cidade estão há dois meses sem receber atendimento médico.

Em declarações prestadas nesta segunda-feira (16) à reportagem do CT, o agente prisional Gildásio Moura da Silva, coordenador carcerário da Susipe em Parauapebas, explica que até outubro do ano passado os presos com problemas de saúde vinham sendo atendidos duas vezes por mês na própria carceragem do Bairro Rio Verde por médicos contratados pela prefeitura.

De novembro para cá, Gildásio Moura diz ter sido surpreendido com a falta da presença dos médicos na carceragem municipal, ausência esta que vem obrigando a coordenação local da Susipe a deslocar os presos em viaturas para o hospital municipal de Parauapebas, colocando em risco a vida tanto do detento como da sociedade.

Além do apoio médico que os agentes da Susipe recebiam da prefeitura, o coordenador carcerário informa que o governo municipal vem bancando as despesas de consumo de água e de energia elétrica do prédio da carceragem e também o pagamento do salário de dois vigilantes civis.

“O café da manhã e o almoço dos presos são mantidos pelo Governo do Estado, enquanto que o jantar é fornecido pelos familiares dos prórios detentos”, explica Gildásio Moura.

A reportagem do jornal procurou a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para falar sobre a falta de médicos no atendimento aos detentos custodiados na carceragem do Bairro Rio Verde e foi recebida pela diretora das distritais de saúde, Katiúscia Lima.

A diretora assume que a Semsa suspendeu no dia 14 de outubro do ano passado o apoio dos médicos aos presidiários do Rio Verde, mas promete que no próximo dia 23 do corrente o serviço de atendimento médico será restabelecido aos presos.

Segundo Katiúscia Ferreira Lima, os serviços de atendimento eram desenvolvidos três vezes por semana na carceragem por um médico e um técnico de enfermagem, constituindo-se em consulta médica, exames laboratoriais e distribuição de medicamentos.

“O motivo da suspensão dos serviços médicos ocorreu em decorrência da falta de técnico habilitado para lidar com a saúde dos presos”, explica a diretora distrital de saúde. (Ronaldo Modesto/Waldyr Silva)

Juiz esclarece ação sobre realização de concurso público em Canaã dos Carajás

Waldyr Silva
Em virtude de boatos que estariam sendo comentados por supostos servidores públicos municipais de Canaã dos Carajás, dando conta que a Justiça teria mandado o prefeito exonerar todos os funcionários contratados como temporários, ocasionando, por isso, o fechamento de unidades de saúde e outras repartições de serviços essenciais, o juiz de Direito Lauro Fontes Júnior (foto), titular da Comarca de Canaã dos Carajás, procurou no último final de semana a Sucursal do Jornal CORREIO DO TOCANTINS em Parauapebas para esclarecer o que ele considera como erro de interpretação de decisão.

De acordo com o magistrado, a determinação judicial assinada por ele primeiramente em 14 de dezembro do ano passado e alterada em 9 do corrente mês em nenhum momento ordena que o chefe do Executivo municipal exonere todos os servidores contratados temporariamente, com prejuízo para a população, que estaria sem serviços essenciais de saúde e de outras prioridades.

Lauro Fontes Júnior explica que a ação judicial sugerida pelo Ministério Público determina que o prefeito municipal abra concurso público para contratação de servidores públicos, num prazo de 130 dias, contados da intimação da daquela decisão liminar.

Ainda na sentença, o juiz determina que o gestor municipal exonere imediatamente todos os servidores ocupantes de cargos em comissão ou contratação temporária que fossem cônjuges, companheiros ou que detivessem relação de parentesco consanguíneo, em linha reta ou colateral, ou mesmo afinidade, com o prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e outros agentes públicos titulares de institutos, agências, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas, ou qualquer cargo ou função de assessoramento, chefia ou direção.

O magistrado declara ainda que, na sentença, ordena que não fossem feitas novas contratações, com exceção das permissões constitucionais referidas na decisão.

Com relação aos atuais servidores temporários contratados, a autoridade judicial diz que eles devem permanecer em seus respectivos cargos até a finalização do concurso público, momento limite para que os candidatos aprovados sejam nomeados, o que permitirá uma substituição paulatina do quadro funcional público e a manutenção dos serviços públicos.

Com estas explicações, o juiz Lauro Fontes Júnior considera ter esclarecido o mal entendido de boa parte da população de Canaã dos Carajás, reforçando que em nenhum momento mandou fechar postos de saúde ou outra repartição pública de serviços essenciais à comunidade.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Brasil fecha 2011 com recorde de habilitações de celulares

O Brasil fechou o ano de 2011 com mais de 242,2 milhões de linhas de celulares e recorde no número de habilitações. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 39,3 milhões de novas linhas para a telefonia móvel foram instaladas no ano passado.

O número de habilitações é o maior desde o início do levantamento, em 2000. Em relação a 2010, a instalação de novas linhas registrou crescimento de 19,36%. Apenas em dezembro foram mais de 6,1 milhões de habilitações, maior volume registrado para o mês. Em dezembro de 2010, 5,4 milhões de linhas haviam sido ativadas.

A penetração da telefonia móvel voltou a bater recorde. Em dezembro de 2011, havia 123,87 linhas em operação para cada 100 brasileiros. Em comparação a 2010, quando a proporção era de 104,68 linhas, o crescimento foi 18,33%.

Ao longo do ano, mais dez estados – Sergipe, Acre, Amazonas, Ceará, Paraíba, Roraima, Alagoas, Bahia, Pará e Piauí – ultrapassaram o índice de um celular por habitante. Agora, apenas o Maranhão registra menos de uma linha por morador, com 80,39 acessos para cada 100 habitantes. O Distrito Federal (DF) ultrapassou o índice de duas linhas móveis em serviço por habitante. Em dezembro, o índice no DF atingiu 212,27 linhas por grupo de 100 habitantes.

Do total de linhas móveis em operação no país, 81,81% (191,2 milhões) eram pré-pagos no fim de 2011. A proporção de linhas pós-pagas atingiu 18,19% – 44 milhões. Em 2010, havia 167,1 milhões de linhas pré-pagas (82,34%) e 35,8 milhões pós-pagas (17,66%). (Fonte: Agência Brasil)

domingo, 15 de janeiro de 2012

De onde vem o termo etc. e quando usá-lo?

O termo é a abreviatura de et cetera com origem no latim. Seu significado é “e as demais coisas” ou “e outras coisas”. O termo deve ser sempre precedido por um ponto final, já que se trata de uma abreviatura.

Seu uso é necessário no final de uma série de enumerações, no lugar dos demais elementos, indicando que existem outros elementos compondo a enumeração, mas que não precisam ser expostos.

Exemplo: o gerente pediu que a assistente comprasse para a próxima reunião papel, cadernos, canetas, pastas etc.

Neste caso, o etc. indica que o gerente pediu que a assistente comprasse o restante do material de escritório necessário para uma reunião. Seu sentido etimológico não permite que o termo seja empregado para fazer menção a pessoas. Por isso, em referências bibliográficas, quando um livro tem mais de um autor, usa-se, por exemplo, Humberto Eco et alii. O significado desse novo termo, et alii., é “e outros”, utilizado para indicar as demais pessoas.

Usa-se vírgula antes de etc?
Essa é uma dúvida que coloca pensadores da língua em choque. No entanto, a explicação oficial é que, como se trata de uma abreviatura de et cetera e o et no latim equivale à conjunção "e", a vírgula não é necessária. (Alexia Galvão)

Blindagem

by J.Bosco

sábado, 14 de janeiro de 2012

Diretor do Correio do Tocantins avalia a consolidação do jornal

Fotos: Evangelista Rocha
Patrick Roberto Carvalho

Foto histórica de diretores e funcionários do jornal

Waldyr Silva e diretor-presidente Mascarenhas Carvalho

Colegas fazem brincadeira com Mascarenhas

Time feminino do Correio do Tocantins

Editor Eleutério e Waldyr Silva, da Sucursal de Parauapebas

Bolo dos 29 anos do CT

Diretores Lurdinha, Patrick, Mascarenhas e Júnior

Hora de devorar o bolo
Pioneiro, o Jornal CORREIO DO TOCANTINS é o responsável por um padrão editorial que é seguido por outros veículos de comunicação do Pará. É a avaliação que faz o diretor de Redação e Conteúdo da empresa, jornalista Patrick Roberto Carvalho. Para ele, a função do jornal impresso não se esgotou e nem está ameaçada pela internet. Ao contrário, dialoga com ela, aprimorando seu conteúdo para apresentar um noticiário mais dinâmico e atraente ao leitor. Ele revela que a partir desta semana em que o jornal aniversaria, a editoria começa a preparar as novidades que marcarão os 30 anos do CORREIO, em janeiro de 2013.

CT – Quem mudou mais nos dias de hoje, o leitor ou o jornal?

Patrick – Os dois mudaram bastante, porém a maior exigência do leitor moderno nos exige aprimoramento contínuo. Parece lugar-comum citar a Rede Globo, mas um dos segredos do sucesso dela é o padrão de trabalho, uma espécie de patamar de qualidade. Por mais que surjam novos programas na TV, o formato da grade não se altera, respeitando o público. Da mesma forma, temos inserido aqui no jornal aprimoramentos, novidades, mas o padrão de trabalho que gera a confiança do leitor é mantido. Percebo que há jornais de capitais do país que mesmo nos tempos de hoje mantém uma linguagem provinciana, apaixonada. Não os critico, mas acho que o leitor moderno pensa de outra forma, quer saber o que aquela informação muda na vida dele.

CT – Preocupa a você o surgimento de outros jornais, a concorrência?

Patrick – De forma alguma. A notícia é uma das coisas mais democráticas que existe, ela não tem dono. A existência de outros jornais também nos desperta, nos deixa acesos, não nos permite cochilar, o que é bom, pois nos faz editar um jornal cada vez mais comprometido com os interesses do leitor. Aqui, gastamos muito tempo avaliando o que o leitor pensa, quais suas demandas, o que está mudando no mundo à nossa volta. Talvez por isso não tenhamos perdido leitores, ao contrário, temos alcançado os índices de ampliação de assinaturas e de vendas nas bancas, sobretudo em outros municípios onde estamos presentes. Nesse quesito, sem falsa modéstia, temos certa dianteira, pois o tempo de estrada é um atestado de confiança.

CT – Mas o leitor não está migrando para a internet?

Patrick – Sim, muita gente dedica tempo na internet à leitura, por isso investimos no portal CT Online, onde divulgamos notícias atualizadas e, na Banca Digital, onde o jornal pode ser folheado virtualmente, como se tivéssemos em mãos a versão impressa. Lançamos isso a custo zero para o leitor, mas isso vai mudar. Já estamos sendo concorrência para nós mesmos. Tem gente deixando de comprar na banca para ler no site. Com isso, vamos ter agora o assinante virtual. Cobraremos um preço bem acessível para o leitor da internet, mas temos de fazê-lo, até para podermos investir em melhorias.

CT – Como está o universo de anunciantes? Afinal, esse tipo de trabalho tem alto custo.

Patrick – É verdade. Em qualquer área, apresentar um trabalho de qualidade exige investimento, tem seus custos tanto em material quanto em pessoal. Esse custo é coberto pela venda de jornais e, lógico, pelos anunciantes. Nos dias de hoje, enfrentamos dificuldades com empresas que preferem investir em uma mídia apenas. Priorizam TV, outdoor ou apenas rádio, esquecendo que o seu cliente em potencial é multimídia, está em todos eles. De outro lado, somos obrigados a lembrar que as pesquisas da ANJ (Associação Nacional de Jornais), da qual o CORREIO DO TOCANTINS é membro, indicam que o jornal impresso ainda é a mídia mais procurada por quem quer comprar algum produto.

CT – Como é o relacionamento do jornal com o mercado e com seus parceiros?

Patrick - É algo que prezamos muito, ter uma rede ampla de fotógrafos que nos prestam serviço, além de uma boa relação com as agências de publicidade e setores de propaganda e marketing das empresas com as quais tratamos. Todos são fundamentais para o nosso trabalho.

CT – Em muitos aspectos, o CORREIO é pioneiro e lança tendências. Isso é perceptível para quem faz o jornal?

Patrick – O leitor nos dá essa resposta e também percebemos isso no funcionamento da cidade. Um exemplo é quando algo é inaugurado ou lançado. Nós decidimos tratar aquela situação por um determinado prisma e os demais veículos de comunicação acabam nos seguindo. Isso não quer dizer que estão nos imitando, mas que confiam no que fazemos e consideram seguro para que tratem da mesma forma. Rádios e TVs também usam muito do que sai no nosso noticiário, pois temos muitos furos de reportagem e informações bem fundamentadas. Quanto ao padrão que lançamos, outros jornais que surgem na região acabam usando espaços e colunas similares ao que nós temos. É o caso da coluna Voz do Povo, que existe desde a nossa primeira edição, em 1983. Muitos outros jornais também fazem algo similar.

CT – Neste domingo (15), faz 29 anos de CT nas bancas, porém em 2013 será a festa dos 30 anos. O que muda?

Patrick – Já mudou. Nestas quase três décadas foram muitas evoluções na periodicidade, no incremento de páginas coloridas e, depois destas, de melhor identidade visual e gráfica. Temos um produto jornal mais completo, bonito e atrativo do que há 29 anos, mas tudo é resultado de evolução contínua. Para 2013, deveremos ter mais novidades, como novas seções, mais páginas e mais uma mudança de layout. Estamos neste momento projetando esses avanços.