Exatamente um mês após o desaparecimento e homicídio da comerciária Ana Karina Matos Guimarães, morta no dia 10 de maio em Parauapebas, militares do Corpo de Bombeiros ameaçam encerrar as buscas em face aos poucos resultados.
A intenção dos bombeiros foi mencionada na terça-feira (8) pelo capitão Luís Cláudio da Silva Farias ao repórter Vinícios Santos, de Parauapebas.
Um bombeiro, que pediu para não ser identificado, confirmou na quarta-feira que de fato a base deve ser desmobilizada e os oito mergulhadores devem retornar para Marabá e Belém.
Assim, as buscas devem continuar com apenas alguns bombeiros que vão ficar por alguns dias de prontidão, fazendo algumas buscas de lancha no rio Itacaiúnas, onde o corpo da comerciária teria sido jogado.
Mas, independente da pré-disposição dos bombeiros, parentes e amigos da comerciária permanecem mobilizados e devem continuar cobrando que as buscas não cessem e exigem também que os três acusados integrem as buscas.
“Nossa dor não cessa enquanto o corpo não for localizado e os acusados condenados”, comentou recentemente Kariane Matos Guimarães, irmã de Ana Karina, reforçando que pretende “movimentar meio mundo” para ver os acusados condenados pelo crime.
Durante toda a terça-feira, bombeiros vasculharam mais de 40 quilômetros partindo da ponte, rio abaixo, mas não localizaram nada. Diante as sucessivas frustrações, a equipe de buscas deve ser reduzida e somente após a reconstituição os bombeiros devem retornar para a área.
Ana Karina foi morta quando estava grávida de 9 meses. O pecuarista Alessandro de Lima, o “Macarrão”, seria o pai da criança e teria articulado a morte dela para não assumir a paternidade.
O corpo dela foi colocado dentro de um tambor de 200 litros e jogado dentro do rio Itacaiúnas, município de Marabá.
Figuram neste bárbaro crime os acusados Florentino Rodrigues de Sousa, o “Mimego”; e Francisco de Assis Dias, o “Magrão”, além da noiva do pecuarista Grasiela Barros Guimarães, a Grasy, que está foragida. Ela teria participado da articulação desse bárbaro crime. (Edinaldo Sousa)
Waldyr,
ResponderExcluirA desembargadora Terezinha Moura, do Tribunal de Justiça do estado do Pará, teria concedido Liminar, para que o Pecuarista Alessandro Camili e o Pistoleiro Minego, não participassem da reconstituição do crime. É um absurdo, mais teria ocorrido, agora pouco.
João Costa.